Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 18/07/2024
A animação “Divertidamente 2”, da Disney, conta a história de Riley, uma adolescente que, ao enfrentar novas emoções durante seu crescimento, sofre com dificuldades relacionadas à ansiedade. Fora da ficção, observa-se que esse sentimento tornou-se recorrente na contemporaneidade, afetando uma ampla gama de indivíduos. Logo, nota-se que essa prevalência é fruto de um analfabetismo emocional e social, atrelado a uma negligência familiar que agrava a situação.
Com base nesse cenário, é indiscutível que a ignorância de uma parte da população que não possui instrução mínima sobre os efeitos da ansiedade e suas consequências, dispõem-se com os desafios para combatê-la. Nesse sentido, o desconhecimento social em relação a essa emoção impulsiona sua invisibilidade aos olhos do público, reprimindo a possibilidade de controlar esse sentimento. A esse respeito, conforme Djalima Ribeiro afirma, “para atuar sobre um problema, é preciso tirá-lo da invisibilidade”. Ou seja, é essencial informar a sociedade sobre os perigos causados pela ansiedade e popularizar formas de tratamento.
Ademais, convém ressaltar a negligência familiar como um empecilho para o controle da ansiedade na sociedade contemporânea. Sob esse viés, a impopularidade dessa emoção na sociedade a torna negativa na visão popular, criando um preconceito em relação a ela. Assim, muitos indivíduos preferem não buscar pelo tratamento necessário para seus familiares, motivados pelo preconceito enraizado na sociedade, associado ao estereótipo de não expressar seus sentimentos. Nesse pretexto, muitas famílias são ensinadas que esta emoção é inválida, reprimindo-a para as gerações futuras, relacionando-se com o pensamento de Immanuel Kante, no qual afirma que: “o homem é aquilo que a educação fez dele”.
Destarte, é imprescindível a tomada de medidas visando mitigar os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea. Urge, portanto, a criação de palestras e aulas temáticas sobre o tema nas escolas, a partir da colaboração do Ministério da Educação com o Ministério da Saúde, com o intuito de ensinar as novas gerações sobre esta emoção, salientando os seus perigos e formas de tratamento, de modo que as pessoas não precisam ter medo de buscar ajuda.