Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 19/08/2024
Enquanto a Organização Mundial da Saúde (OMS) estabelece que cerca de 18 milhões de brasileiros têm ansiedade, sendo o país principal com problemas de saúde mental na sociedade contemporânea. A complexidade desse transtorno é causada pela estigmatização social, que muitas vezes acaba por uma ligação de ansiedade e um “problema de maluco”, complicando a identificação e o tratamento adequado. Considerando a fluidez da sociedade atual, como teorizada pelo filósofo Zygmunt Bauman, é crucial considerar os desafios e as estratégias possíveis para lidar com essa questão. Além disso, é importante ressaltar a relevância da alfabetização emocional desde a infância.
Filmado por Pete Docter, “Divertidamente” explora as maneiras pelas quais emoções como alegria, tristeza, medo, amor e solidão interagem com a mente de um adolescente. Ele fornece um retrato didático das emoções humanas. O filme mostra, de maneira lúdica, a complexidade das emoções e o esforço delas para lidar de forma mais eficiente com os desafios da vida. Este relato é especificamente pertinente no contexto da ansiedade, pois mostra como importante refletir e validar todas as emoções, ao invés de estigmatizar ou reprimi-las
Em sua obra “Modernidade Líquida”, Zygmunt Bauman caracteriza a sociedade contemporânea como “líquida”, marcada por mudanças e incertezas perpétuas. Nesta sociedade, as identidades e as estruturas sociais são instáveis, possivelmente resultando em um ambiente propício ao crescimento da ansiedade. A necessidade de adaptação rápida e o sentimento de desconforto face às mudanças em curso contribuem para o crescimento e agravamento desta transição. Enfrentando ainda mais esse quadro no Brasil, as desigualdades sociais, a falta de políticas públicas eficientes e sua instabilidade econômica levam à implementação de medidas que abordem a saúde mental de forma integrada e abrangente e urgente. Portanto, enfrentar a ansiedade na sociedade atual requer uma abordagem multifacetada que leve em conta tanto a compreensão das transformações sociais descritas por Bauman quanto a promoção de políticas públicas centradas na saúde mental.