Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 30/10/2024
No início do século XX, grassavam por vários países novas vanguardas artísticas, dentre as quais estava o futurismo, cujo princípio orientador era o de exaltar a máquina, a velocidade e a pressa da vida urbana efervescente. Um século depois, é possível admitir que os ideiais desse grupo vingaram, trazendo, no entanto, o problema da ansiedade generalizada na sociedade. Nesse segmento, é preciso entender a mazela como sintoma não só do uso exacerbado de novas tecnologias da internet, mas também da carência de devidos cuidados por parte do Estado.
Primeiramente, defende-se que a ansiedade é consequência primeira da vida nas redes, em especial da presença nas mídias sociais. Conforme explica Yuval Harari no seu livro “21 lições para o século 21”, as mídias sociais são desenhadas de tal modo que as pessoas, diante do excesso de informações, queiram cada vez mais informações, devido a uma necessidade biológica de se manter incluído em grupo. Dessa forma, mecanismos como barra de rolagem infita e vídeos mais curtos impõem ao usuário esse estilo apressado e ruim de uso das plataformas, levando a um desafortuando aumento no número de pessoas ansiosas.
Ademais, a falta de políticas públicas mais sensíveis ao problema em questão é preocupante. Conforme dados da OMS (Organização Mundial da Saúde), o Brasil é o país com maior número de pessoas com algum distúrbio de ansiedade de que se tem notícia. Nesse sentido, quando há, no país, contingente tão grande de afetados por um mal, é acertado supor que o sistema de saúde que aqui opera está faltando em algum aspecto. Logo, é necessario indentificar essa falha e procurar meios de saná-la.
Conclui-se, portanto, que o governo deve agir para mitigar a problemática. Sendo assim, sugere-se que o Ministério da Saúde, em parceria com estados e municípios, crie uma nova forma de abordagem de transtornos de ansiedade, a qual será em específico direcionada ao incentivo de melhor uso de redes sociais, bem como a redução do tempo nelas. O programa será conduzido em unidades básicas de saúde por psicólogos especializados, e na forma de terapia em grupo, que implicará maior convivência entre pessoas que têm as mesmas queixas. Assim, muito se fará para que a boa saúde mental seja uma regra na sociedade.