Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 01/11/2024
“O cidadão invisível” trata da desvalorização de alguns indivíduos na população brasileira. Nesse sentido, a crítica de Dimenstein é verificada quanto aos desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea, uma vez que muitas pessoas ainda enfrentam estigma ao buscar ajuda para questões de saúde psicológica, podendo impedir que alguém procure o tratamento necessário. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um complexo problema que se enraíza na ineficiência governamental e na má influência midiática.
Atrelado à afirmação de Thomas Hobbes, “o Estado é responsável por garantir o bem-estar dos cidadãos”. Porém, tal responsabilidade não está sendo honrada quanto aos desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea, visto que a falta de investimentos em políticas públicas que facilitem o acesso aos tratamentos de saúde mental, dificulta ainda mais os cuidados com o equilíbrio emocional, podendo trazer problemas ainda mais graves, tanto psicológicos quanto físicos. Assim, para que tal bem-estar seja usufruído, o Estado precisa sair da estagnação que se encontra.
Por conseguinte, Orwell afirma que a mídia controla a massa. Tal controle é nítido quanto aos desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea, já que a exposição às redes sociais também pode ser avassaladora, ampliando a comparação social e a necessidade de aprovação, aumentando os níveis de ansiedade das pessoas que se veem na obrigação de atender às expectativas geradas pela sociedade. Logo, urge que a mídia se responsabilize pelo comportamento que provoca na população.
Portanto, é urgente intervir nesse problema. Para isso, o Governo Federal deve criar uma agenda específica para o tema, por meio da organização de fundos e projetos, a fim de reverter a inércia estatal que afeta o combate à ansiedade na sociedade contemporânea. Tal ação pode, ainda, contar com consultas públicas para entender as reais necessidades da população. Paralelamente, é preciso intervir sobre a má influência midiática presente no problema. Dessa forma, o Brasil poderá ter menos “cidadãos invisíveis” como defendeu Dimenstein.