Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 23/04/2020
De acordo com a análise realizada pelo Escritório de Pesquisas Econômicas dos Estados Unidos, cerca do 8,3% dos brasileiros desenvolvem seus estudos no exterior. Esse dado reflete o regime da sociedade atual no que tange a entrada de brasileiros no exterior. Dessa forma, torna-se perceptível os desafios para o combate à fuga de cérebros, que tem como causa os baixos investimentos na ciência e, consequentemente, a lentidão do avanço cientifico no Brasil.
Em primeira instância, durante a grave crise mundial do “Covid-19”, as cientistas, de São Paulo, codificaram o DNA do vírus, o que mostra um grande avanço na descoberta da doença. Porém, a fuga de cérebro torna-se recorrente devido o investimento insuficiente por parte do governo nas áreas de pesquisas científicas. Esse panorama acaba por mostrar um aumento dos índices de abandono do país pela parcela de pesquisadores. Outrossim, deve-se ressaltar como consequência a piora das buscas científicas no território nacional. Esse cenário pode ser visto com o aumento de 743 saídas definitivas do Brasil nos anos- entre 2016 e 2017- de acordo com Fernando Nogueira da Costa. Dessa forma, é reconhecível a lentidão dos avanços científicos para com os países desenvolvidos, e assim, tornando o Brasil um fraco concorrente mundial no assunto ciência. Dessarte, medidas que visam mitigar os desafios do combate à fuga de cérebro no Brasil são necessárias. Para tal, o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) deve propor o aumento de verbas para os órgãos de ciência, por meio de um projeto de metas entregue à Câmara de Deputados. Tal proposta sugere o maior fluxo monetário para pesquisas e testes para que, então, haja a diminuição de casos de saída de brasileiros do país.