Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 01/05/2020
A fuga de cérebros representa o fenômeno de migração de cientistas e pesquisadores dos seus países de origem para outro, que ofereça maior oportunidades o desenvolvimento de pesquisas e estudos científicos. Nesse cenário, é importante ressaltar o quanto países como Estados Unidos valorizam a ciência como ferramenta indubitavelmente indispensável para o progresso da nação, tendo como exemplo o Vale do Silício, região na Califórnia voltada majoritariamente para estudos tecnológicos. Dessa forma, a fuga de cérebros apresenta-se cada vez mais recorrente no Brasil sendo o investimento em universidades e pesquisas, bem como a necessidade de incentivos à carreira científica, meios imprescindíveis para combater a problemática.
A priori, segundo Sir Arthur Lewis, a educação nunca foi despesa, sempre foi investimento com retorno garantido. Assim, para que haja o efetivo combate à saída de pesquisadores do país é necessário o investimento em universidades e centros de pesquisas brasileiros, melhorando-os para que sejam atrativos aos cientistas que desenvolvem a sociedade tupiniquim através de seus estudos. Entretanto, pesquisas apontadas pelo G1 mostram que os gastos com educação no país equivalem a 3 reais mensais para cada habitante, ou seja, são insuficientes para que seja estabelecida uma estabilidade e um ambiente atrativo para os “cérebros” brasileiros.
Ademais, entre as principais dificuldades para atrair potenciais cientistas ao meio acadêmico estão os baixos valores das bolsas. Dessa forma, além dos insuficientes investimentos à ciência no país, estatísticas apontadas pelo jornal Estadão indicam que existem cerca de um cientista a cada mil habitantes brasileiros, ou seja, é indubitável o escasso número de pesquisadores em solo brasileiro. Sendo assim, iniciativas privadas como a Fundação Lemman investem em estudantes que pretendem seguir carreira científica de modo a atrair cada vez mais pesquisadores dispostos a ampliar o progresso da nação.
Diante disso, verifica-se a necessidade de mitigar os desafios para o combate à fuga de cérebros no Brasil. Logo, urge que o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, estimule e incentive cada vez mais pesquisadores a adotarem carreiras científicas no país. Assim, por meio de um projeto de lei entregue à Câmara dos Deputados, deverá ocorrer o remanejamento de verbas para que seja ampliado o número de bolsas de pesquisas e que sejam feitas melhorias nas universidades, centros científicos e infraestrutura para os pesquisadores a fim de que se tornem ambientes atrativos aos profissionais. Espera-se, com essas ações, o desenvolvimento do país através do combate à fuga de cérebros.