Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 23/04/2020
O anime “Attack on Titan” mostra um futuro distópico, onde a sociedade é desestimulada pelo governo a criar tecnologia. Analogamente à realidade brasileira, a carga histórica de ser uma nação voltada à agricultura e não ao desenvolvimento técnico-científico faz com que os governantes brasileiros culturalmente, não invistam o suficiente nesse ramo, o que gera a falta de estímulo no desenvolvimento científico, que culmina na desesperança dos novos doutores e consequentemente, na saída desses, em busca de nações que os deem suporte. Assim, é necessário analisar as questões que culminam na escassez de cientistas em solo brasileiro.
Precipuamente, é notório que a carga histórica brasileira contribui negativamente para seu desenvolvimento em vários âmbitos. Por ser geograficamente “abençoado” com terras férteis e abundantes, o Brasil foi uma colônia voltada para a exploração, e por muito tempo foi visto como um “celeiro gigante” pela Europa, e em especial durante o período colonial, não houve intenção de incentivo à sua industrialização, o que gera, na contemporaneidade, uma falta de interesse histórico na ampliação do conhecimento científico. Prova disso, é que segundo a revista exame, no ano de 2017 houve uma queda de 200 milhões de reais no investimento em bolsas de pesquisa científica. Assim, fica evidente que devido às questões históricas que perduram no presente, há relutância por parte das esferas governamentais quando trata-se de investimento em pesquisa científica.
Outrossim, é necessário destacar que também é de suma importância o estímulo à entrada de jovens no mundo das ciências. Além de não existir investimento suficiente nos atuais cientistas, não existe incitação a aspirar um cargo científico por parte de nenhuma esfera social, ou política, o que acabará resultando em uma redução significativa no número de brasileiros que desejam ser pesquisadores. Isso fica claro ao analisar dados da UNESCO que afirmam que o Brasil possui apenas cerca de 700 pesquisadores por milhão de habitantes. Dessa forma, é evidente o total descaso com a ciência.
Em suma, algo precisa ser feito para mitigar a situação supracitada, assim cabe ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, por meio de parcerias político-privadas a ampliação das verbas empregadas às inovações científicas, com o intuito de estimular os cientistas brasileiros a permanecerem aqui. Nesse hiato, cabe também ao mesmo, em parceria com grandes empresas de televisão disseminar uma propaganda no meio televisivo, com o objetivo de estimular mais pessoas a se tornarem cientistas, para que a comunidade científica brasileira seja expandida. Assim, com essas e outras medidas, reverter-se-a o quadro da fuga de cérebros no Brasil.