Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 29/04/2020
É fato que questões importantes fazem parte do cenário nacional. Entre elas destaca-se os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil, que representa a forte migração de brasileiros altamente qualificados. Desse modo, é notório que o país perde mentes brilhantes por desvalorizar o pensamento científico, problema esse que caso não seja tratado com a seriedade que merece pode ser danoso.
Em primeira instância, cabe salientar que mediante ao tema vários elementos podem ser pensados. Sendo não só a cultura historicamente construída de desigualdades e privilégios para a aristocracia exemplificada por exemplo no período imperial com a venda de títulos de nobreza, negligenciando assim a meritocracia de muitos heróis ,como também a falta de investimentos e incentivos para com o estudante. Isso é afirmado pois entre detentos de presídios estaduais são gastos em média 21 mil por ano com cada preso, representando nove vezes mais do valor gasto por alunos no ensino médio, conforme dados do site G1.
Outrossim, é importante afirmar que o tema possui muitas situações imprevidentes, como a desvalorização do profissional altamente qualificado por parte do Estado, visto que brilhantes mentes como o pai da aviação Alberto Santos Dumonte e o cientista Carlos Chagas, descobridor do agente causador da Doença de Chagas, não receberam a credibilidade esperada. Isso é uma grave constatação, visto que à fuga de cérebros traz como consequência um país alienado com baixas expectativas de crescimento econômico, industrial e tecnológico.Portanto,caso essa cadeia de negligencias se perpetue, cedo ou tarde a situação torna-se –á insustentável.
Depreende-se por fim que é preciso resolver essa problemática. Para tanto, uma parceria entre o Governo Federal e empresas privadas é de extrema importância, para a criação de propagandas, projetos e aplicativos que auxilie e promova grandes chances do jovem cientista recém-formado a ingressar no mercado de trabalho formal com remuneração e valorização igualitária, se comparado as grandes nações internacionais. Todavia, tal desafio só será viável caso o Estado efetue reduções significativas nos impostos cobrados as empresas privadas, além de garantir menor participação na economia. Com efeito, espera-se que a cultura no país se transforme e consequentemente a fuga de cérebros seja apenas uma ideia sem relação com o Brasil.