Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 29/04/2020

Segundo matéria publicada pela revista “Exame”, a Suíça é o país que mais recebe estudantes e profissionais que buscam uma melhor condição para atuarem. Antagonicamente, no Brasil, a perda de diversos talentos para outros países, como a Suíça, é realidade e representa um desafio. A falta de investimentos em pesquisas científicas junto ao crescente quadro de desemprego no país são agravantes que contribuem para que tais perdas ocorram, todavia, são problemas cabíveis de solução.

Em primeiro lugar, a ausência de investimentos direcionados a pesquisas científicas constitui um problema recorrente no Brasil. A exemplo disso, em 2019, o governo federal anunciou o corte de mais de cinco mil bolsas de estudo para pesquisadores, por consequência, muitos deles tiveram que buscar outras maneiras de terminarem seus estudos, entre elas, a ida  para outros países. Elucidando portanto, que o país carece de um maior investimento no setor científico.

Ademais, a baixa empregabilidade também se mostra presente no Brasil. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número de desempregados no Brasil beira os doze porcento. Como resultado, aqueles que são classificados como “talentosos” também se veem no desalento, tendo como saída, a emigração. Dessa forma, a desempregabilidade torna-se um empecilho ao combate da saída de jovens prodígios do país.

Por conseguinte, a erradicação dos problemas citados cabe aos constituintes da esfera governamental. O governo federal deve repassar recursos para o Ministério da Educação para que este garanta bolsas e um maior investimento em pesquisadores, dessa forma garantindo-lhes segurança para que concluam suas pesquisas e, consequentemente, deem prioridade ao seu país de origem. Além disso, o governo federal, aliado a empresas privadas, deve criar programas de iniciação cientifica e trabalhista, contratando jovens pesquisadores, com o intuito de assegurar que estes não se encontrem desempregados ou sem condições de realizarem pesquisas e, com efeito, não busquem soluções em locais estrangeiros.