Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 24/04/2020
Durante o luminismo, no século XVIII, houve uma intensa onda de inovações tecnólogicas e artísticas, junto com uma notória valorização dos profissionais das áreas supracitadas. Entretanto, o cenário brasileiro atual não segue a mesma onda. Já que nota-se uma desvalorização da tecnologia e da arte juntamente com a saturação do mercado de trabalho, problemas tais que colaboram para a fuga de cérebros que o país enfrenta e que devem ser sanados.
Em primazia, os estados brasileiros foram formados sob um viés monetário, de modo que a tecnologia e a arte foram deixados em segundo plano para dar lugar ao lucro rápido com o mercado externo. Ao contrário do que aconteceu em períodos renascentistas, em que havia um notório reconhecimento das ciências e das artes. A persistência dessa conjuntura irá perpetuar a emigração de profissionais nacionais qualificados em busca de valorização.
Paralelo a isso, vale também ressaltar que a crescente saturação do mercado de trabalho colabora para o problema analisado. Isso é comprovado no artigo do site ‘‘rdnews’’, em que compara o mercado dos anos 90 com o atual e percebe-se a formação de muitos profissionais para poucos cargos. Consequentemente, há uma competição por carga horária e um desemprego de profissionais que não conseguem competir com tamanha concorrência.
Dessa forma, pode-se perceber a urgência de se debater acerca da fuga de cérebros no país. Nessa lógica, é imperativo que o Estado junto á sociedade se tornem cientes da importância e de seus profissionais por meio de resultados de pesquisas e inovações promissoras, a fim de deixar-los a par dos avanços para o país. Além disso, é imperativo que o Ministério da Economia destine verbas para a construção de instituições como escolas e hospitais, por meio da inclusão de seu objetivo na base de Diretrizes Orçamentárias, com o intuito de abrigar profissionais desempregados. Assim, a emigração de nossos cérebros sanará.