Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 24/04/2020

Muito se discute acerca dos entraves que assolam o país, sobretudo os relacionados à educação: fuga de cérebros. A Revolução Industrial, se iniciou na Inglaterra, no século XVIII. Apesar disso, o Brasil só foi se industrializar no século XX. Com grandes centros urbanos, e uma industrialização tardia, a pátria se viu com fortes problemas estruturais, gerando problemas, como a fuga de cérebro. Dessa maneira, é importante entender as causas e consequências que esse cenário provoca.

A priori, torna-se necessário ressaltar o que é a fuga de cérebro e como ela acontece. Fuga de cérebro é um termo criado para se referir à pessoas com aptidões técnicas ou de conhecimento que emigram para outro país. Ela geralmente acontece por questões estruturais, políticas, de saúde ou étnicas, como aconteceu na segunda guerra mundial, quando Albert Einstein se refugiou da Alemanha para os Estados Unidos.

Outrossim, no Brasil, é visível que a fuga de cérebro acontece principalmente pela falta de estrutura e investimentos. O país tem um sistema educacional sobrecarregado, ensino superior limitado e baixíssimo investimento em pesquisas ou tecnologia. O resultado disso pode ser expresso em números, segundo o site “wordpress.com”, em 2014, mais de 12 mil brasileiros deixaram o país, em 2016, mais de 20 mil. Além de prejudicar a população, que necessita buscar outro país para ser valorizado e exercer sua função, esse panorama prejudica a pátria, que gradativamente vai perdendo pessoas qualificadas.

Diante dos argumentos e relações  supracitadas, conclui-se que medidas interventivas devem ser tomadas. Logo, cabe ao MCTIC (Ministério da tecnologia, ciência, inovações e comunicações), em parceria com o Estado, criar programas de financiamento de pesquisas e laboratórios. Esses programas deverão conter uma banca formada por vários profissionais, que irão analisar projetos e pesquisas de doutores de todo o país, aprovando ou não o seu financiamento. Assim sendo, é possível que a fuga de cérebros seja menos recorrente.