Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 24/04/2020

Segundo o patrono da educação brasileira, Paulo Freire, “Ensinar não é transferir conhecimento e sim criar possibilidades de apreensão”. Nesse contexto, de maneira contrária ao citado, notam-se desafios ligados à educação, principalmente, em relação aos cientistas brasileiros por passividade do governo. Dessa maneira, é notório que a falta de investimentos nas universidades corrobora com a migração de jovens qualificados para o exterior, ou seja, a fuga de cérebros.

Em primeiro plano, é importante ressaltar que o governo brasileiro, em 2019, optou por reduzir as verbas para as universidades federais, de modo que inúmeras bolsas de estudos foram congeladas e pesquisas científicas interrompidas. Além disso, o número de evasão nas faculdades públicas entre estudantes de classe baixa e média teve um considerável aumento, conforme o G1, atingiu 30% em 2019. Destarte, é evidente que a falta de investimentos no setor científico colabora para que o Brasil seja destaque como exportador de commodities, mas importador de tecnologia.

Em segundo plano, a atual precariedade educacional favorece o aumento de programas de atração de talentos promovidos pelas universidades do exterior, de forma que doutores brasileiros qualificados preferem migrar para continuar suas pesquisas, e assim, colaborar com o crescimento científico e tecnológico de outros países, de acordo com o G1, o número de declarações de saída aumentou em 18%. Portanto, haja em vista que o investimento em educação é importante para o desenvolvimento da nação, logo, ela deve ser efetuada à população.

Infere-se, por conseguinte, que a questão da fuga de cérebros se encontra interligada com o déficit no sistema educacional. Desse modo, é imperiosa uma ação do Ministério da Educação, que deve, por meio de investimentos ampliar o número de bolsas de estudo, sobretudo, aos cientistas e as pesquisas, desenvolver conhecimento e tecnologias necessárias para o crescimento do país. Enfim, poderemos construir uma nação com uma forte economia de mercado e mitigar os índices de pobreza, por consequência, resultar em um importante aumento de jovens cérebros para o Brasil.