Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 28/04/2020

Observa-se que frente à ascensão do regime nazista, pesquisadores da Escola de Frankfurt tiveram que migrar para diferentes países. Nesse cenário, é mister ressaltar que, embora o Brasil não vivencie um regime totalitário, torna-se evidente o aumento da migração de cientistas brasileiros. Nessa perspectiva, faz-se visível a necessidade de enfrentar, de forma mais organizada, os desafios envolvendo o combate a fuga de cérebros no Brasil. Sob esse aspecto, acredita-se que o sucateamento das instituições de pesquisa e a falta de empregos são questões a serem enfrentadas.

Em primeira análise, cabe salientar o sucateamento da instituições de pesquisa. Nesse sentido, a UFMG - Universidade Federal de Minas Gerais- explana,em artigo publicado em seu portal online, a redução de 19% do orçamento destinado à pesquisa científica e tecnológica. Desse modo, julga-se que com cortes na área da educação, os pesquisadores acabam por migrar para países centrais em busca de organizações capazes de lhes fornecer meios adequados para a realização de pesquisa.

De outra parta, é notório destacar a desvalorização da profissão de pesquisador na sociedade brasileira. Dessa forma, em entrevista com doutores que migraram do país, a BBC Brasil disserta que diferentemente da cultura verde-amarela, em países centrais - como Canadá, Suíça, Reino Unido,- a carreira de pesquisador é incentivada, além de sem bem remunerada. Assim, acredita-se que as nações considerados desenvolvidos por fomentarem a pesquisa são atrativos para os cientistas brasileiros que visam não só melhores salários, mas também reconhecimento profissional.

Urge, pois, que medidas sejam estabelecidas, a fim de mitigar a problemática em voga. Em vista disso, o Estado - por meio do Ministério Educação e do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações- deve criar melhores condições para o desenvolvimento de pesquisa no Brasil. Assim , o Governo Federal deve direcionar capital para centros de pesquisas e universidades, além que filiar-se a empresas de pesquisas -  DuPont, IBM,- que possam aumentar o reconhecimento da profissão, a fim de que dessa maneira, os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil possam ser amenizados.