Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 25/04/2020

A Grécia antiga foi uma época de grandes descobertas e a Roma, por sua vez, aderiu boa parte desses conhecimentos. Entretanto, o Império Romano estagnou os seus pesquisadores, por achar que já haviam descoberto tudo, então, na idade média, a Roma caiu e, devido a isso, seus cientistas buscaram abrigos em outras sociedades. De maneira semelhante isso ocorre no Brasil. Portanto, pode se dizer que a diminuição de investimentos em experimentos científicos e, também, o desacordo entre ciência e sociedade tem corroborado com a emigração dos exploradores. Todavia, por ser um problema que pode prejudicar a sociedade, é imperativa a intervenção estatal.

Em primeiro plano, a redução das contribuições financeiras para as Universidades- isso inclui pesquisas e experimentos científicos- faz com que os profissionais se sintam desvalorizados e, junto com isso, não consigam executar seu trabalho. Destaca-se que, em 2019, o Governo federal cortou 1,7 bilhões de reais que seriam destinados as Universidades federais. Esse dado demonstra a crescente estagnação científica. Dessa maneira, o Estado cria barreiras para o desenvolvimento intelectual no Brasil, o que contribui com a depreciação do pensamento e desestimula as pesquisas nacionais, bem como o aprendizado. Afinal de contas, parafraseando Paulo Freire, não existe ensino sem pesquisas e pesquisas sem ensino.

Em segundo, existe uma nítida distinção entre as ideias de ciência e sociedade, isso é visto desde a época do renomado pesquisador Galileu, que foi preso por afirma que a terra não era plana, para o período esse conhecimento era absurdo, mas ele sabia a verdade. Acerca disso, Carl Sagan, grande físico e astrônomo da área moderna, afirma: ‘‘Vivemos em uma sociedade extremamente dependente de ciência e tecnologia, mas que sabe pouco de ciência e tecnologia’’. Infelizmente, as pessoas, mesmo dependentes da tecnologia, são, muitas vezes, céticas em relação a ela. Dessa maneira, o brasileiro, escolhe não acreditar em dados e informações divulgadas por cientistas e por consequência deprecia o conhecimento adquirido experimentalmente o que desestimula a vontade nacionalista dos ‘’exploradores’’, ou seja, a sua permanência na nação.

Destarte, é de suma importância que os Institutos Federais criem palestras elucidativas sobre Ciência e Tecnologia. Além disso, o Ministério da Economia tem que conceder investimentos ao Ministério da Educação e esse, por sua vez, deve destinar essas verbas as pesquisas científicas das Universidades Federais e aos pesquisadores para, dessa forma, aumentar a visibilidade e a quantidade de descobertas científicas nacionais. Pois, somente assim, a sociedade brasileira escapará de um possível declínio, que, historicamente, já foi vivenciado na Roma da idade média.