Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 24/04/2020
Durante o Renascimento, diversas pessoas, assim como Leonardo da Vinci, tiveram por objetivo desenvolver a ciência, uma vez que antes do movimento, tal tipo de estudo contrariava a norma vigente da igreja. Embora, hodiernamente, seja um direito de todos, as pesquisas aprofundadas - fruto de penosas lutas históricas - não tem encontrado respaldo na arena educacional brasileira. Isso ocorre, infelizmente, devido aos baixos investimentos na área, capazes de propiciarem um ambiente de sedimentação de novas descobertas tecnológicas, o que, concomitantemente, tem recrudescido uma cultura de abandono do país.
A priori, é imperioso supor que, em um país democrático como o Brasil, cujo ocupa a nona posição de mais rico do mundo, a estrutura educacional e científica deveria ser narrativa por excelência. Porém, os baixos investimentos no tocante à área cristalizam certa distância entre o país e seu pleno desenvolvimento. Isso ocorre, pois, a falta de recursos, sejam auxílios como bolsas de pesquisa, sejam laboratórios equipados, fomenta o desincentivo de pesquisadores canarinhos, os quais, frente aos altos investimentos na Europa, por exemplo, têm buscado auxílio fora. Em consequência disso, o Brasil - grande importador de tecnologia - tem perdas econômicas por não produzir e apenas consumir.
Sob outro ângulo, em decorrência do fator supracitado, o negacionismo científico tem tomado forma perante à negligencia de setores governamentais. Segundo o físico Carl Sagan, quando o Estado não direciona à educação para o usufruto da ciência, ocorre um fenômeno nomeado “o deus das lacunas”, uma vez que a sociedade começa a atribuir mitos aos fenômenos da realidade, tal como os antigos povos gregos, para justificar aquilo que não entendem. Exemplo decorrente dessa conjuntura são os movimentos antivacina e terraplanistas, os quais têm angariado apoio, inclusive dos mais jovens, e denunciam o arrefecimento de avanços obtidos através de cientistas.
Depreende-se, portanto, que as barreiras no desenvolvimento científico ocorrem em face da estiolada estrutura de investimentos no Brasil e necessitam, desse modo, de medidas capazes de aproximá-las de sua possíveis soluções. Para tanto, o Estado - principal garantidor do bem comum - deve direcionar recursos às prefeituras municipais, para que estas, por sua vez, possam construir e equipar laboratórios, afim de serem usados coletivamente por alunos do Ensino Fundamental e Médio, dessa forma, eles despertar-se-ão o interesse de descobrir desde novos. Somado a isso, deve ocorrer o aumento na quantidade de bolsas de pesquisas remuneradas, com a finalidade de que as pessoas dediquem-se, exclusivamente, a desenvolvera tecnologia no país, reduzindo não apenas o abandono de cientistas, mas também gastos com importações. Assim, o “deus das lacunas” será apenas um mito.