Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 24/04/2020
O iluminismo, corrente filosófica que tem seu início datado do século XVII, valorizava a ciência e a razão acima da religião e das hipóteses irracionais. Tal pensamento tem hoje uma legião de oponentes que preferem acima de tudo serem contrários a lucidez e ao avanço tecnológico. Essa crescente tendência ocasiona os contínuos cortes em pesquisas e a necessária fuga dos pesquisadores, que por conseguinte acaba com o avanço nacional.
Segundo o escritor e bioquímico russo, Isaac Asimov, “o aspecto mais triste da vida de hoje é que a ciência ganha em conhecimento mais rapidamente que a sociedade em sabedoria”. Ainda muito atual, a frase demonstra o que nos acontece hoje, um país onde apesar de se ter mentes geniais que, com os devidos investimentos, desenvolvem conhecimentos para melhorar todas as vidas, se tem também pessoas que hostilizam esse profissionais incríveis, com movimentos como os crescentes “antivacina”, que por consequência influenciam as ações estatais em relação ao assunto.
Ademais, o atual governo de Jair Bolsonaro vêm fazendo cortes imensos na verba de órgãos que incentivam e financiam a pesquisa nos últimos dois anos. Por conseguinte, as principais entidades de financiamento para progresso científico, como a Coordenação de Aperfeiçoamento de Nível Superior (CAPES) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico (CNPq) vêm tendo reduções significantes. Estes cortes significam a extinção de diversas bolsas de pesquisa para acadêmicos, que segundo o site da Câmara dos Deputados, foram de 4% entre 2019 e 2020 no caso da CAPES, e 87% no caso da CNPq.
Logo, mostra-se necessário que as tendências iluministas sejam resgatadas, e com elas, os investimentos. Indubitavelmente, cabe ao Ministério da Educação, e Ministério da Ciência que não apenas parem com os cortes, mas em conjunto com o Ministério da Economia, estudem aumentá-los, para que assim as pesquisas sejam retomadas. Além disso, é de responsabilidade também do Ministério da Educação, que se some as Secretarias estaduais e municipais de Educação, para que fortaleçam as escolas desde a primeira idade, se utilizando não apenas dos ensinos regular, mas de palestras sobre a importância da pesquisa, a fim de acabar com ondas como a antivacina na sociedade.