Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 24/04/2020

A tardia criação de faculdades brasileiras fez com que os jovens da corte portuguesa fossem para fora do país em busca do ensino superior que a colônia não oferecia. Nessa perspectiva, o Brasil contemporâneo apresenta marcas de seu período colonial, o que fica claro na crescente fuga de cérebros na nação. Desse modo, essa problemática apresenta desafios para ser erradicada, seja pela negligência do Estado em garantir faculdade pública a toda população, seja pela falta de investimentos do Governo em pesquisas.

Em primeiro lugar, vale ressaltar a precariedade das escolas públicas brasileiras. Diante disso, segundo o portal do G1, mais de 70% dessa instituições enfrentam problemas com a falta de livros didáticos. É preciso compreender que essa dado expõe a deficiência do ensino oferecido, que é marcado pela falta de um aprendizado de qualidade, o que faz com que os jovens que frequentam esse ambiente não possuam os recursos necessários para entrar em uma faculdade pública. Diante de tal contexto, fica evidente a negligência do Estado em garantir educação para toda a sociedade, o que desrespeita a Constituição Federal de 1988 que assegura o ensino de qualidade como um direito de todos os cidadãos. Nesse sentido, essa déficit educacional faz com que milhares de jovens procurem oportunidades para fora do país, o que é um problema para o Governo, uma vez que a fuga de cérebros reduz o produto interno bruto (PIB), e assim, diminui a ascensão econômica.

Além disso, a falta de investimento do Estado no campo de pesquisas, faz com que milhares de pesquisadores saiam do Brasil. Dessa maneira, segundo a revista época, o número de fugas de cérebros  de 2011 a 2019 cresceu quase 200%. Assim sendo, essa dado é fruto da omissão estatal que não incentiva esses indivíduos, o que é prejudicial a população brasileira, já que perdem a oportunidade de crescer tanto economicamente, quanto cientificamente.

São necessárias, portanto, medidas e ações para mudar esse cenário brasileiro. O Ministério da Educação deve melhorar o ensino público, por meio de um maior investimento na estrutura das escolas, com o intuito de alavancar a qualidade do aprendizado, e assim, oferecer aos estudantes dessas instituições condições para concorrer a uma vaga na universidade pública. Além disso, o Ministério da Saúde deve incentivar a área de pesquisas, por intermédio de um maior destino de verbas a esse campo, com o objetivo de erradicar a fuga de cérebros que tem como motivo a falta de investimento em seu trabalho. Espera-se, com isso, um Brasil mais diferente de seu período colonial.