Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 27/04/2020
Após o fim da Segunda Guerra Mundial, com o avanço do capitalismo, o processo de globalização se intensificou, assim como seus efeitos. Diante disso, a crescente comunicação entre os povos intensificou as relações socioeconômicas, inclusive, ao tornar acessível oportunidades, em quaisquer partes do mundo, para pesquisadores realizarem o seu trabalho. Dessa maneira, a crescente “fuga de cérebros” no Brasil reflete pontos do baixo investimento do governo na pesquisa acadêmica no país e remunerações dos seus profissionais no país, em detrimento com países mais desenvolvidos, onde o incentivo à pesquisa já está arraigado na cultura nacional.
De acordo com o psicólogo americano Abraham Maslow, o ser humano apresenta necessidades básicas para satisfazer suas necessidades pessoais e profissionais. De uma certa forma, a falta de estrutura no ambiente de trabalho acarreta em ineficiência produtiva e desmotivação do funcionário. Em uma reportagem veiculada pelo site G1, o sucateamento dos laboratórios de universidades públicas, devido ao corte de verbas na educação iniciado pelo ex-presidente da república Michel Temer, já diminuiu em 12% a produção de artigos científicos no país.
Ademais, o baixo retorno financeiro faz com que os pesquisadores sejam seduzidos por ofertas de emprego mais vantajosas em outros países. Segundo um estudo da consultoria estratégica Endeavour, apenas um em cada dez pesquisadores no Brasil tem seu trabalho financiado por uma empresa privada. Em contrapartida, nos países desenvolvidos esse valor é de três a quatro vezes maior, o que faz com que a média do salário do cientista brasileiro seja relativamente mais de 50% inferior.
Por conseguinte, recai sobre o ser humano o compromisso de amenizar os problemas sociais proporcionados por um mundo globalizado, uma vez que o país apresenta uma crescente “fuga de cérebros” nos dias de hoje. Sendo assim, cabe ao governo federal, através de investimentos diretos ou em parcerias com os governos estaduais, proporcionar meios de incentivos à pesquisa e retenção dos pesquisadores, seja por meio de laboratórios mais equipados, ou pelo aumento do valor das bolsas acadêmicas. Deste modo, as melhores condições de trabalho dos cientistas brasileiros refletirão no aumento de pesquisadores de ponta no ambiente acadêmico brasileiro e, consequentemente, no aumento da produção científica do país.