Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 24/04/2020

No seriado “La Casa de Papel”, o protagonista, denominado de “O Professor”, é o mentor de todas as ações do grupo, o que demonstra que, embora os personagens pareçam fracos, uma mente brilhante é capaz de organizar planos mirabolantes com tendência a perfeição. Nesse contexto, os pesquisadores brasileiros são os cérebros por trás de cada conquista, seja no campo farmacêutico ou industrial. Entretanto, o que se observa no Brasil é a desvalorização dos pesquisadores, uma vez que é crescente o número de profissionais que deixam o Brasil em busca de valorização em outros territórios. Nesse sentido, não há dúvidas de que a negligência governamental  aliada a falta de apoio a pesquisa no Brasil  são problemas a serem sanados.

Nesse cenário, vale salientar que a ausência de lei que incentive os atuais e promissores pesquisadores, é um gargalo que precisa ser sanado. Dessa forma, o Brasil exporta aço, e este produto volta em forma de maquinário agrícola, esta máquina colhe laranja no campo, que é exportada e a mesma fruta retorna em forma de suco industrializado, sendo comercializada no mercado nacional a um custo elevado. Logo, o ciclo de exportação de matéria-prima e importação de produto se torna sem fim, encarecendo os produtos para os cidadãos, diminuindo o poder de compra e assim a população empobrece. Dessa maneira, essa sequência econômica seria quebrada se houvesse mais investimento em pesquisa e o Brasil fosse capaz de criar e desenvolver toda a sua demanda tecnológica.

Ademais, os países que almejam ser industrializados, necessitam manufaturar a sua matéria-prima, produzindo bem rentável, e isso só se conquista com muita pesquisa. Desse modo, de acordo com o escritor Francês Pierre Lacan, os cérebros pensantes são os pilares de um país, pois uma nação instruída torna-se imbatível. Sendo assim, para que o Brasil possa se tornar industrializado, faz-se necessário fomentar à pesquisa, uma vez que as nações que desenvolvem seus bens são as detentoras de riqueza.

Portanto, para mitigar o problema de abordado, faz-se necessário que o Ministério da Educação - órgão máximo da educação brasileira - destine, por meio recursos federativos, bolsas para pesquisadores, com objetivo de fomentar a pesquisa no Brasil, destinando recursos para a criação de vagas, para que haja demanda e motivação para os futuros e atuais pesquisadores. Além disso, o Governo Federal, deverá criar, por meio de lei, chamado Minha Primeira Pesquisa, projeto que vise isentar de tributos, as escolas que o aderirem, para que pesquisadores mirins sejam instigados a tornar o país autossuficiente desde a tenra infância. Assim, como efeito social, o país que incentiva seus pesquisadores não estará fadado ao fracasso.