Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 24/04/2020

A História ensina que Albert Einstein, ainda jovem, mudou-se para os Estados Unidos, a fim de fugir do regime nazista que se instaurou no seu país natal, a Alemanha, podendo assim continuar seus trabalhos no campo da Física Moderna. Infelizmente, a fuga de cérebros para outras nações ainda é uma realidade em vários países, inclusive no Brasil. Nesse contexto, a perpetuação desse quadro reflete um cenário desafiador para a ciência verde-amarela, cujas raízes desse problema encontram-se atreladas ao descaso governamental, e promove consequências alinhadas à defasagem tecnológica.

Mormente, o primeiro grande desafio é vencer a negligência governamental no que tange à carência de incentivos monetários à pesquisa brasileira. Hodiernamente, pesquisadores têm de conviver com recursos escassos, poucos materiais e até mesmo lugares inapropriados para realizarem trabalhos científicos. Este panorama está intrinsecamente ligado às insuficientes verbas destinadas à produção científica no Brasil, o que é intensificado, ainda, pela desvalorização da ciência por parte do governo atual, haja vista que este promoveu cortes nas bolsas do CAPS, programa o qual financia doutorandos e pesquisadores. Tristemente, tais conjunturas apenas contribuem para a fuga de cérebros para países que verdadeiramente valorizam a educação.

Consequentemente, a emigração de cientistas devido à carência de investimentos promove uma defasagem de tecnologia e inovação no Brasil. Assim sendo, sem estudiosos para produzir novas tecnologias, o país tem de importá-la de outras nações, gerando uma despesa desnecessária que poderia ter sido suprida caso houvesse investimento em pesquisa. Parafraseando o sociólogo brasileiro Paulo Freire, se a educação sozinha não transforma sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda. Dessa forma, sem produção científica no Brasil, a nação terá de conviver com poucas inovações, retardando a melhoria da qualidade de vida da população.

Urge, portanto, uma solução definitiva para esse problema. Para isso, cabe ao Ministério da Educação, instituição a qual controla à pesquisa e extensão do Brasil, vinculado ao Ministério da Ciência e Tecnologia, fomentar a produção científica brasileira em universidades públicas e privadas, mediante o fomento de mais verbas a cientistas, dinheiro o qual deve ser concessionado pela Secretaria do Tesouro Nacional. Dessa maneira, será possível atenuar o problema da fuga de cérebros no Brasil e a defasagem tecnológica promovida por essa problemática, indo a favor de uma sociedade mais justa e que valoriza a ciência brasileira.