Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 25/04/2020
A chegada da família Real portuguesa ao Brasil, no século XVII, foi marcada pela presença de diversos pintores, músicos e estudiosos, assim como pela construção de bibliotecas, faculdades e laboratórios. Devido a isso, houve uma intensa entrada de estrangeiros em busca de oportunidades na colônia emergente. Hoje, no entanto, o cenário supracitado não é mais a realidade brasileira, visto que há uma crescente fuga de cérebros do território. Assim, tal conjuntura encontra na falta de investimentos nos campos científicos e tecnológicos sua gênese e a perda de mão de obra especializada como resultado.
Faz-se pertinente, inicialmente, ressaltar que, em função da carência de verba aplicada na pesquisa brasileira e afins, cresce o número de indivíduos que migram para outros países em busca de melhores oportunidades. Nessa lógica, tal fenômeno acontece, pois países, como os Estados Unidos, constituem-se como grandes centros de pesquisas globais e oferecem um ambiente propício para o crescimento e valorização dos seus profissionais, o que torna esses locais verdadeiros captores de cérebros. Dessa forma, o Brasil com um campo de estudos escasso e retrógrado, perde um enorme contingente de pesquisadores e produtores para os países mais desenvolvidos, o que favorece para um aumento na discrepância socioeconômica entre essas regiões.
Ademais, outro fator a abordar, são os impactos que essa fuga de cérebros proporciona ao país emergente. Nesse sentido, é imprescindível salientar que a saída de brasileiros especializados contribui para a falta de mão de obra capacitada , bem como para a perda de um grande potencial de inovações no território. Esse quadro torna-se evidente ao destacar, por exemplo, os filmes Matrix e Era do Gelo, sucessos de bilheteria e aclamados pela crítica, os quais, em sua produção receberam forte contribuição de produtores brasileiros que, apenas no exterior, encontraram o necessário para expressar suas ideias e desenvolvimento de suas habilidades.
À luz dessas considerações, medidas são necessárias para mitigar essa nefasta conjuntura. Portanto, urge ao Governo Federal impedir a saída em massa de profissionais brasileiros para o exterior por meio da adoção de políticas de investimentos a serem aplicadas nos campos de pesquisa e produção gráfica com o fito de desenvolver polos de inovações tecnológicas e científicas além de tornar o país um atrativos para estrangeiros. Apenas assim, o Brasil será uma nação desenvolvida, a qual preza pelo conhecimento e trabalho dos seus estudiosos.