Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 26/04/2020
“Vou-me embora para Pasárgada” é um país perfeito idealizado por Manuel Bandeira, importante autor modernista, que contrasta com a sociedade atual. Nesse âmbito, no Brasil, a questão da fuga de cérebros configura-se como um crescente processo civilizatório, não presente no poema. Por conseguinte, a partir desse pressuposto, pôde-se afirmar que o investimento escasso a ciência, bem como a demanda por melhores oportunidades oferecidas no exterior, estão entre os empecilhos que corroboram para a continuidade dessa problemática.
A priori, é imprescindível destacar a vasta importância da necessidade de investimentos nos setores científicos. De fato, é incontestável afirmar que vivemos em uma era totalmente permeada pela ciência, desde a era medicinal tal como a indústria e a agropecuária. Entretanto, a ciência no Brasil sofre constantes negligências a partir do momento em que há omissão de investimentos, por parte do Estado. Isso foi evidenciado, principalmente, no ano de 2019, quando o Governo vigente anunciou cortes em milhares de bolsas ao CAPES e, exporem os cientistas a inviabilidade na conclusão de suas pesquisas. Em decorrência disso, nota-se como fator primordial da evasão de cérebros, a incapacidade de formação de pesquisas no Brasil.
Ademais, cabe salientar que a falta de atrativos e inovações científicas no Brasil, corroboram para a “diáspora de cérebros”. Por certo, milhares de profissionais permanecem inseridos no processo de graduação e doutorado por anos, e ao concluírem, deparam-se com outro obstáculo: o desemprego. Segundo o Ministério da Ciência, cerca de 45% dos brasileiros possuidores de pós graduações encontram-se, atualmente, desempregos. Isso se deve ao fato, de as indústrias não possuírem interesses nesses pesquisadores, pela justificativa do caro investimentos destinado a eles.
Fica claro, portanto, que medidas são necessárias afim de atenuar a fuga de cérebros no Brasil. Logo, o Governo Federal deve fornecer investimentos as áreas científicas, por meio da adesão de políticas públicas, com o objetivo de aumentar o numero de conclusões de pesquisas científicas e, também, reduzir ao máximo o cancelamento de bolsa da Capes. Ademais, é dever das empresas, garantir a admissão desses profissionais, permitindo-os terem um pleno exercícios de seu estudo.