Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 26/04/2020

Sempre ácido e crítico, Machado de Assis, em “Memórias Póstumas Brás Cubas”, satirizava as hipocrisias e os maus hábitos da sociedade brasileira vivida no século XIX. Ainda que dois séculos tenha se passado desde a época em que viveu o escritor realista, pouco mudou ao observar os desafios no combate á fuga de cérebros no Brasil. Diante desse contexto, cabe analisar tanto o desconsideração da ciência, quanto à falta de investimento em educação como fatores desse cenário, a fim de revertê-lo.

Convém ressaltar, a princípio, que a desvalorização da ciência no Brasil é um fator que dificulta para a solução do impasse. Diante disso, segundo o Ranking Mundial de Educação (PISA) que avalia o desempenho em relação a ciência e  educação, o país ocupa uma posição preocupante. Portanto, é indiscutível que grande parte das inovações científicas nascem de instituições públicas, porém, não recebem a devida atenção que é  observável no ranking.

Ademais, é evidente que a contribuição científica das mentes brilhantes não é um desperdício. Portanto, segundo Confúcio, um vez que possua o conhecimento é necessário a sua aplicação. Entretanto, a falta de investimento e a preocupante questão de que educação e ciência é um desperdício, criam barreiras para inovação,sendo assim, massificando o crescente exílio de pesquisadores que estão a procura de novas oportunidades.

Urgem, pois, intervenções pontuais para sanar o problema em questão. Logo, cabe ao Governo, entidade máxima do poder, promover ações a respeito de incentivos fiscais e sobre a importância da ciência e educação para o país. Tais ações deverão ser efetuadas por intermédio do Ministério da Educação através de indução fiscal no que tange a respeito de pesquisas e ensino, a fim de reverter a situação atual e acabar com o pensamento do escrito realista.