Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 28/04/2020

De acordo com o artigo 14 da lei 11.180, o Estado autoriza a concessão de bolsas de iniciação científica diretamente para todos os estudantes formados no ensino superior. No entanto, na prática, esse fornecimento é deturpado, visto que a fuga de cérebros no Brasil é incentivada hodiernamente, seja pela invisibilidade científica ou pela omissão governamental. Portanto, medidas devem ser tomadas para minimizar esses desafios e, combater tal problemática, com intuito de melhorar a atual condição brasileira, pois apenas com o investimento local o país se desenvolverá no aspecto científico.

A priori, cabe ressaltar que o desabono das áreas de pesquisa é um desafio que deve ser atenuado no território nacional. Segundo a teoria da “Banalidade do Mal” de Hannah Arendt, o comportamento de desvalorização é praticado inconscientemente quando o Governo normatiza tal situação defasada, o que pode ser comparado com a evasão nacional no que concerne à invisibilidade científica no país. Nesse prisma, a falta de incentivo do Estado fomenta o pensamento de irrelevância dos pesquisadores por parte da sociedade, que causa a fuga de cérebro contínua dos cientistas no Brasil. Dessa forma, o desenvolvimento nacional não vai ser corroborado, pois a falta de visibilidade promove a busca por infraestruturas melhores por parte dos estudantes em países desenvolvidos, como por exemplo, o Estados Unidos onde é o local mais requisitado pelos acadêmicos devido à melhores oportunidades.

Outrossim, o descaso estatal também se torna um obstáculo em relação ao combate da emigração de estudantes no território brasileiro. Ademais, segundo o site Wordpress, no ano de 2017, o número de pesquisadores que declararam a saída definitiva do país triplicou comparado com 2011. Nesse sentido, a displicência do Governo é responsável pelo desfavorecimento de determinadas áreas técnicas, visto que a metodologia científica passa a ser limitada de acordo com o que é fornecido paras as universidades. Desse modo, a desvalorização causada pela falta de investimento governamental nos campus universitários, principalmente, na entrega de ambientes e equipamentos adequados para pesquisa, intensifica a êxodo dos profissionais em busca de melhores condições e visibilidade.

Em síntese, é imperioso que aspectos específicos sejam elaborados a fim de combater tal situação. Destarte, é imprescindível que o Tribunal de Contas da União (TCU) direcione subsídios que, por intermédio do Ministério da Educação (MEC) sejam revertidos no investimento da ciência universitária, como por exemplo, na compra de equipamentos laboratoriais e no fornecimento de infraestrutura favorável. Além disso, tal ação será praticada com fito de mitigar a fuga de cérebro no território nacional e incentivar a permanência do estudante no Brasil, com melhores oportunidades e visibilidade internacional. Sendo assim, torna-se-á possível a construção de um país desenvolvido cientificamente.