Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 26/04/2020

Desde o Iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto, quando se observa a fuga dos cérebros, no Brasil, hodiernamente, verifica-se que esse ideal iluminista é constatado na teoria e não desejavelmente na prática e a problemática persiste intrinsecamente ligada à realidade do país, seja pela falta de investimentos na ciência, seja pela busca de melhores condições de emprego. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos.

Precipuamente, é fulcral pontuar a falta de investimentos na ciência deriva da baixa atuação dos setores governamentais no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Devido à falta de atuação das autoridades na fuga de cérebros, já que, sem estrutura, profissionais recém-formados se encontram sem mercado na área de atuação, são obrigados a sair do país em busca de novas oportunidades e dar continuidade à suas pesquisas, significando um grande retrocesso do país, uma vez que por falta investimentos, perde grandes profissionais que poderiam contribuir para o desenvolvimento do país.

Ademais, é imperativo ressaltar a busca de melhores condições de trabalho como impulsionador do problema. Segundo o site do Senado, empresas tem havido uma redução em cargos de direção e gerência, superior a 50%. São pessoas altamente qualificadas sem emprego e a mercê da crise quando poderiam contribuir para uma avanço da econômica que se encontra em declínio, segundo a revista Veja. Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira.

Dessarte, com o intuito de mitigar a fuga dos cérebros, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União, direcione capital que, por intermédio do Ministério da Ciência (MCTIC), junto com o ministério do trabalho, será revertido em programas de incentivo à ciência e chances de emprego, através da criação de bolsas de estudos remuneradas e projetos para incentivar os estudos, criando assim, meios de permanência dos jovens estudantes e trabalhadores em busca de oportunidades. Desse modo, amenizará, em médio e longo prazo, o impacto nocivo da fuga de cérebros.