Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 26/04/2020

Em conformidade a Carta Magna de 1988, artigo 218, diz que o estado promoverá e incentivará a capacitação científica e tecnológica e a inovação. Contudo, o efeito brain drain (saída de cientistas do país) têm se tornado algo comum no Brasil, pois a falta de verbas para pesquisa, além da ausência de recursos de estudos acaba por preujudicar o progresso da ciência brasileira, por conta disso diversos profissionais deixam seu emprego nacional para ir em busca de oportunidades internacionais.

Primeiramente, a falta de verbas, no Brasil, é algo que necessita ser levado cada vez mais em consideração, pois é por esta razão que diversos cientistas estão deixando o país em busca de novas oportunidades. Além disso, o cenário nacional atual não contribui para o desenvolvimento de grandes pesquisas em laboratórios brasileiros, afinal a crise econômica e política recente tem afetado o ramo científico, além de que não há infraestrutura adequada para a realização de novas diligências.

Ademais, a falta de recursos não permite que haja um desenvolvimento tecnológico nacional, além de afetar os pesquisadores que no Brasil atuam, visto que a necessidade de uma infraestrutura técnica é algo que os afeta diretamente. Segundo a revista Exame, 23% dos cientistas da Academia Brasileira de Ciências coagitam sair, além de 76% que se sentem prejudicados com a falta de apoio do governo, o que mostra a realidade atual da comunidade científica que se vê mais valorizada no exterior do que no próprio país de origem.

Portanto, fica claro que a falta de recursos financeiros e tecnológicos interrompe o avanço da comunidade científica brasileira. Cabe ao Governo Federal, por meio do Ministério da Ciência, Tecnológia, Inovação e Comunicação (MCTI), investir e disponibilizar os recursos necessários para o progresso das pesquisas nacionais, além de incentivar cientistas locais a desenvolverem seus projetos no territorio nacional, devendo o MCTI ficar responsável pela distribuição e fiscalização das verbas de estudos para os trabalhos acadêmico, técnico e tecnológico do Brasil.