Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 26/04/2020

O livro “Cidades Mortas”, desenvolvido pelo escritor Monteiro Lobato, traz uma crítica aos valores da sociedade e ao comportamento moderno. A obra concretiza a ideia de atraso e de decadência, retratando um cenário desprovido de qualquer avanço social, como a tecnologia. Contanto literária, a obra reflete um tópico presente no Brasil pós-moderno : Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil, que caracteriza-se pelo baixo avanço no setor da ciência. Nesse contexto, destacam-se dois potencializadores dessa problemática: o medo de desemprego e o baixo investimento no âmbito científico. Desse modo, nota-se a necessidade de abordar o assunto na sociedade brasileira.

A saída de cientistas brasileiros do país à procura de melhores condições de trabalho é conhecido como “fuga de cérebros”. Tal fenômeno ocorre, principalmente, devido ao medo dos indivíduos perderem seus empregos, uma vez que, infelizmente, as oportunidades no setor científico têm ficado cada vez mais escassas no Brasil. Nesse viés, o filme norte-americano “Elysium”, mostra uma realidade utópica dividida em dois mundos: o primeiro com a melhor qualidade de serviços e tecnologia avançada, e o segundo, caracterizando-se pela baixa qualidade de vida e de trabalho. Logo, a obra pode ser relacionada aos países que ofertam diversas oportunidades aos cientistas e ao Brasil, que se estrutura de forma precária no âmbito científico, acarretando a saída de tal grupo.

Somado a isso, deve-se destacar o baixo investimento na área da ciência como sendo um dos principais responsáveis pelo fenômeno da fuga dos cérebros no país. O cientista Vinzens Ziswiler afirma que o homem pode encontrar a causa para qualquer situação quando se olha no espelho. Sob esse prisma, é visível que, sem o devido investimento em pesquisas e em tecnologia, por exemplo, os instrumentos para um bom desenvolvimento na área se tornam escassos, além da redução do número de bolsas, que deixam os cientistas sem esperanças para um progresso profissional no cenário brasileiro. Portanto, analisa-se a necessidade da maior atenção pelas autoridades competentes, as quais, podem se enquadrar no pensamento do cientista Vinzens Ziswiler.

Sendo assim, percebe-se, portanto, a relevância da participação do Governo, o qual poderá promover projetos que disponibilizem informações sobre o fenômeno da fuga dos cérebros no Brasil. Logo, por meio de palestras gratuitas e campanhas publicitárias, a população ficará ciente sobre o tópico. Além disso, destaca-se a participação da mídia, grande difusora de informações, a qual, por meio de anúncios e pesquisas sobre a seriedade da situação para o desenvolvimento nacional, poderá reforçar os projetos realizados pelo Governo. Desse modo, pode-se prever a minimização do fenômeno no Brasil e o distanciamento do cenário proposto na obra “Cidades Mortas”.