Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 27/04/2020

Após a Segunda Guerra Mundial, em meados do século XX,  a Alemanha impulsionou seu desenvolvimento ao investir em seus cientistas. No Brasil, entretanto, a instabilidade orçamentária e a burocracia alfandegária assolam a ciência e têm provocado a fuga de cérebros brasileiros. Nesse sentido, convém analisar essa problemática, com o intuito de reduzir os entraves para a permanência dessas mentes no país.

Inicialmente, é importante verificar o principal impacto da instabilidade orçamentária na ciência brasileira. Nesse contexto, segundo o jornal Folha de São Paulo, o ano de 2019 foi marcado por um corte de, aproximadamente, 50% do orçamento do Ministério da Ciência. À vista disso, tal cenário, desastroso, inviabiliza o repasse aos cientistas que emigram em busca de estabilidade financeira para suas pesquisas. Desse modo, é espantoso ver como o Brasil desdenha suas mentes.

Vale também ressaltar o efeito da burocracia alfandegária na progressão das pesquisas realizadas no Brasil. Nessa lógica, de acordo com a revista Galileu, substâncias perecíveis, utilizadas em pesquisas, estragam durante o burocrático processo de alfândega brasileira. Sob essa ótica, tal ocorrência impossibilita o avanço dos projetos científicos e acarreta a saída dos cérebros do país em busca de melhor disponibilidade de materiais. Dessa forma, infelizmente, o fluxo de saída, em busca de melhor suporte para desenvolvimento de pesquisas, tende a aumentar.

Nota-se, portanto, como a falta de orçamento e a demora da alfândega brasileira são desafios no combate à fuga de cérebros do Brasil. Assim, cabe ao Governo Federal reduzir a crescente emigração das mentes brilhantes de suas terras. Isso pode ser feito por meio da regularização dos repasses aos pesquisadores, com o aumento do orçamento destinado à ciência, e da redução da perda de materiais, com a otimização dos processos alfandegários do território. Espera-se, dessa maneira, a fertilização do campo científico verde e amarelo, a redução da fuga de cérebros e, assim como na Alemanha, um maior desenvolvimento do país.