Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 27/04/2020
O Brasil está perdendo seus cérebros
Vivemos em um mundo em que os países são classificados de acordo com seu poder de produzir tecnologia. Dessa forma, há nações desenvolvidas (detentoras de tecnologia), em desenvolvimento (produz tecnologia, mas que ainda dependente de outros países para isso) e por fim, as subdesenvolvidas (não conseguem produzir tecnologia). Infelizmente, parece haver um congelamento desse cenário, pois países ricos ficam cada vez mais ricos, enquanto os demais permanecem paralisados tanto no ramo econômico quanto no tecnológico. O Brasil é um país em desenvolvimento e um dos problemas que coloca-o nessa estagnação, é consequência da fuga de cérebros. Portanto, faz-se necessário desenvolver estratégias que combatam ou pelo menos freiem essa diáspora.
Em primeiro plano, é importante destacar que não há infraestrutura suficiente e de qualidade para desenvolver as pesquisas acadêmicas tão pouco a valorização desses profissionais no Brasil. As faculdades são as principais formadoras de talentos, no entanto, encontram-se sucateadas no ambiente de pesquisa para esse fim. Não há tecnologia avançada que permita que as pesquisam progridam e isso leva os pesquisadores à abandonarem o país. Além disso, é importante notar que os países desenvolvidos oferecem infraestrutura de qualidade justamente para atrair os pesquisadores, pois entendem que eles são essenciais para o desenvolvimento.
Em segundo plano, a valorização dos profissionais está longe de ser fidedigna a sua formação no Brasil. A baixa remuneração é um dos principais motivos que influenciam na fuga de cérebros para outros países onde serão mais remunerados. É lamentável como a cultura do futebol é mais reconhecida no nosso país do que cientistas, engenheiros e escritores, pois contribui para que a estagnação do Brasil seja uma realidade já que um jogador de futebol recebe muito mais do que um cientista, sendo que esse é o principal desenvolvedor de tecnologia.
Portanto, é essencial perceber que com a migração de cérebros, o Brasil deixa de avançar em tecnologia, pois os responsáveis estão indo para outros países e se estabilizarem por lá. Isso alimenta o ciclo vicioso de que os países que não detém tecnologia continuem assim enquanto os países ricos detenham o monopólio dela. Diante disso, o Estado brasileiro deve valorizar os futuros profissionais ainda dentro do ambiente acadêmico investindo em tecnologia e infraestrutura para que eles possam desenvolver suas pesquisas e permanecerem no país. Além disso, essa valorização deve atingir sua remuneração a fim de combater à fuga de cérebros e elevar o status do Brasil em tecnologia trazendo melhorias na vida da população.