Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 27/04/2020

Em oposição ao posicionamento positivista de Durkheim, Weber defende que os fenômenos sociais são dinâmicos e mutáveis. Ou seja, para o pensador há necessidade de interpretá-los. Nessa lógica, pode-se afirmar que os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil exigem uma discussão mais ampla. Diante disso, cabe analisar tanto a crescente falta de conhecimento científico no país, quanto o desestímulo à educação nacional como fatores desse cenário, a fim de revertê-lo.

Considerando o exposto, cabe pontuar que a carência progressiva de material técnico no Brasil não é um problema atual. Nesse contexto, a primeira obra literária produzida no país tem como autor o português Pêro Vaz de Caminha, que escrevia sobre as novas terras para seu rei. Desse modo, é notável a soberania da produção intelectual estrangeira sobre a brasileira desde 1500.

Outrossim, vale salientar a desvalorização e a deficiência no ensino público nacional. À luz dessa ideia, vem à tona o pensamento do historiador Edward Gibbon: a educação nunca foi despesa, mas sim um investimento com retorno garantido. Não há como negar, portanto, que a insuficiência de recursos financeiros injetados no setor educacional interfere negativamente na permanência de estudiosos na Pátria.

Urgem, pois, intervenções pontuais para sanar essa problemática. Portanto, o governo, entidade máxima de poder, deve destinar verbas suficientes para a realização de mais pesquisas no ensino superior. Tal ação pode ser realizada por meio do Ministério da Educação, a fim de valorizar e enriquecer o trabalho acadêmico local. Com tais ações, espera-se que o pensamento weberiano seja assimilado.