Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 27/04/2020
As Faculdades no Brasil surgiram a partir de 1808, com a vinda da Família Real. Antes disso, os profissionais de nível superior que atuavam na colônia, precisavam estudar na Europa. Transcorridos 300 anos deste então, o país ainda não deu o devido valor àqueles que se dedicam à ciência. Por conta disso, assiste-se à contínua fuga dos profissionais qualificados para nações desenvolvidas. Diante disso, cabe análise das causas, consequências e possível solução para esse fenômeno.
Em primeiro lugar, é importante evidenciar que a falta de recursos para a manutenção das pesquisas, associada a escassez humana, tem motivado a estagnação científica no Brasil. Destarte, pesquisadores mal remunerados e sem condições adequadas de trabalho, mas com reconhecimento acadêmico, são cooptados por grandes universidades estrangeiras. Segundo o site Brasil274: “Em 2018, 22,4 mil pessoas migraram definitivamente para os Estados Unidos. Em 2011, havia sido 8.170”. Percebe-se, com esses dados, o aumento de mais 270% de um ano em relação ao outro. Esse desprezo à ciência levou à fuga de mais de 50 mil graduados em sete anos. Isso é um absurdo. Em segundo lugar, ressalta-se que o efeito dessa emigração é a perpetuação do país na periferia do mundo capitalista. De acordo com o site Brasilescola; “os países que recebem os profissionais de alta qualificação são beneficiados por garantir sua hegemonia e a concentração de informação e tecnológica em suas mãos”. Desse modo, fica claro porque os americanos continuam no auge do progresso, enquanto os que não conseguem reter seus estudiosos, serão sempre subdesenvolvidos ou emergentes. Essa realidade, urgentemente, tem que ser mudada. Não é possível se contentar com o eterno fracasso.
Depreende-se, à vista disso, que é imperativo frear a perda desses cérebros. Para isso, o Governo Federal deve criar um fundo específico para financiar novas descobertas acadêmicas. Assim sendo, poderá adotar bônus por mérito, bolsas de estudos e equipar os laboratórios. Além disso, terá condições para interagir com as melhores escolas do mundo, por meio de acordo de cooperação técnica. Essa interação visa promover o intercâmbio da pesquisa brasileira com as melhores práticas mundiais. Espera-se com isso, a satisfação do profissional que se conecta ao mundo sem precisar abandonar sua pátria. Com isso, será possível reter as melhores mentes, para que elas possam elevar o patamar técnico-científico do pais e, definitivamente, proporcionar o desenvolvimento da nação.