Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 27/04/2020
A Ditadura Militar foi caracterizada pela perda para países desenvolvidos de diversos artistas considerados brilhantes. Todavia, o atraso antes somente cultural agora também afeta todas as áreas do conhecimento, devido a “fuga de cérebros” (perda de brasileiros que gerariam o legado nacional), o que causa danos colaterais ao país, em especial no que concerne ao atraso econômico e à desvalorização da educação. Sendo assim, é fulcral a adoção de medidas que mitiguem o infortúnio.
A priori, o país não possui medidas para atrair e manter seus pesquisadores. Sob esta ótica iminente, a Receita Federal registrou um aumento de cento e oitenta e quatro por cento do número de cidadãos que saem de forma definitiva do país para morar no exterior. Nesse âmbito, parte significativa dessa porcentagem são pesquisadores científicos e tecnológicos, áreas promissoras para o futuro e de grande impacto econômico no hodierno mundo globalizado, ou seja, a falta de investimento em tecnologia transforma o país em um importador de inovações (muitas produzidas por brasileiros) de países desenvolvidos. Destarte, é medular atrair esses intelectuais e mantê-los para tornar o país ativo n produção do conhecimento científico.
Outrossim, a falta de perspectiva de mercado para doutores e mestres contribue para esse cenário alarmante. Consoante a isso, houve corte do número de bolsas de pesquisa e de verba para universidades públicas, os grandes centros de pesquisa do Brasil. Nesse espectro, sem o devido incentivo, a inserção de pessoas altamente capacitadas no mercado não é viável e os poucos que possuem pós-graduação atuam em áreas diferentes daquelas que se especializaram, podendo até não usar de seu conhecimento, o que justifica a ínfima quantidade de pós graduados em comparação com países desenvolvidos e alta taxa de imigração desses expoentes. Dessarte, revela-se a imprescindibilidade de reconquistar os pesquisadores brasileiros para o mercado nacional.
Portanto, com o fito de ampliar o número de pós graduados no país e propiciar o avanço da nação, o Ministério da Ciência, Tecnologia, e Inovações e Comunicações em consoância ao Ministério da Educação devem promover a valorização dos mestres e doutores por meio dá elevação do status da pesquisa científica à emprego, no qual os pesquisadores pagariam impostos e teriam direito a aposentadoria. Ademais, contribuiria para atraí-los para o mercado nacional e aquecer a economia. Somente assim, o Brasil poderá ser exportador dessa tecnologia e não perderá, como na Ditadura Militar, mais “cérebros”.