Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 27/04/2020
A expressão em inglês “brain dain” refere-se ao fenômeno de diáspora de cerébros, na qual cientistas desencantados com o cenário inóspito ao desenvolvimento científico em seus países, procuram no exterior uma tentativa de manter suas pesquisas. No Brasil, a falta de perspectiva no futuro, como também as atrativas oportunidades em outras nações, favorecem esse processo.
Em primeiro lugar, diante da realidade econômica desfavorável, o setor de pesquisa e desenvolvimento científico vem sofrendo cortes, como redução no número de bolsas, e congelamento de outras, configura-se um ambiente instável e pessimista para muitos pesquisadores. Pois, com essas diminuições não conseguem dar continuidade aos seus trabalhos, segundo a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico, apenas 0,2% da população brasileira possui doutorado.
Nesse sentido, em contrapartida, nos Países desenvolvidos os investimentos em pesquisa e tecnologia tem crescido, concomitantemente as oportunidades de bolsas, e eventualmente trabalho, dado que várias Universidades no exterior criaram programas de atração de talentos internacionais. Portanto, sair do país é algo bastante atrativo.
Diante disso, cabe ao Ministério da Educação intervir, ampliando e restaurando os investimentos em pesquisa e tecnologia, por exemplo, aumentando o número de bolsas, bem como deve apurar de forma mais efetiva os dados sobre as saídas dessa parcela da população, na tentativa de entender, e dinamizar essas partidas. É essencial, também, a reflexão por parte da sociedade, e cobrança dos seus direitos, pois a ida desses profissionais retarda o desenvolvimento Nacional.