Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 27/04/2020

A doação de bolsas para estudar em outros países tornou-se frequente na última década. Hoje, essa ‘‘fuga de cérebros’’ é um dos grandes motivos da preocupação do governo sobre seu desenvolvimento futuro, pois, a falta de uma política que priorize o setor tecnológico e a facilidade de importação desses recursos, são fatores que contribuem para o assédio desses jovens e a consequente saída para outros polos de referência.

Primeiramente, a falha principal está no foco dos governos em desenvolverem outros setores. Pois, o avanço das commodities e o alto preço de matérias-prima, mudou o eixo de investimentos do Brasil disponibilizando menos recursos para a área de pesquisa. Assim, satura-se o setor e países economicamente influentes aproveitam-se dessa janela para atrair jovens promissores e com alto potencial de ser um inovador na ciência. Por consequência, a criação de novos produtos fica comprometida e torna-se refém de importações de outras regiões.

Sendo assim, cria-se uma dependência tecnológica em relação a outros países. Em 2019, o Irã aprovou a construção de uma usina dessalinizadora de água no Ceará. Isso é reflexo do baixo desenvolvimento tecnológico brasileiro que, pela falta de recursos, carece de investimentos externos para desenvolver sua própria região, ficando dependente dessas potências que usam destas ações para obter influencia na região. Desse modo, é nítida a importância de recursos para custear pesquisas e evitar a perda de jovens promissores evitando consequências políticas e econômicas.

Portanto, é evidente os problemas que a ‘‘fuga de cérebros’’ trás para o Brasil. O Governo Federal juntamente com as escolas devem, em uma ação conjunta, propor iniciativas de desenvolvimento em parceria com países destaque no setor. Isso pode ser feito por  meio de investimentos em projetos com outras escolas para criar novas tecnologias de uso compartilhado entre ambos, incentivando o crescimento entre os colaboradores do projeto. Somente assim, seria superado o atraso existente e criaria-se condições para evitar o assédio de outras nações e investidores.