Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 02/05/2020

Há pensamento sem ciência, mas não há ciência sem pensamento.

O atraso da ciência no Brasil é reflexo da negligente valorização de um cientista. Para Augusto Cury, cientista e escritor, é dificílimo produzir conhecimento num país em que o suporte e incentivo são deficientes. Tal fato traz, a reboque, uma verdadeira “diáspora científica” em busca de meios para pesquisar e reconhecimento pelo trabalho desenvolvido. Apesar disso, parece, haver aí, alguns pontos positivos.

Em 2019 Willian Kaelin e Gregg Semenza, dos EUA, e Sir Peter, do Reino Unido, foram vencedores do Prêmio Nobel de Medicina. Ora, grandes descobertas provem de cientistas com envergadura para tal. No entanto, a habilidade é potencializada com agentes catalisadores: A tecnologia das ferramentas que se dispõe para pesquisa e a recompensa financeira. Aqui cabe o ponto positivo da emigração, visto que os profissionais amadurecem no exterior e desenvolvem um perfil que enriquece a comunidade científica brasileira.

É evidente o atual período caracterizado pela desarticulação das políticas e instrumentos de apoio à ciência no Brasil. Mas há uma saída, que pode reverter a aura negativa em torno da “diáspora científica”. Tal situação se concretiza mediante investimento em tecnologia de ponta voltada para os empreendimentos científicos, assegurando instrumento de trabalho para os cientistas, e, além disso, uma remuneração justa. A combinação desses fatores é condição “sine qua non” para o retorno dos cientistas

A diáspora produz efeitos positivos, haverá o amadurecimento dos cientistas, pois terão contato com profissionais que dispõe de meios de primeiro mundo para pesquisar. No entanto, principalmente, deve haver interesse do governo em gerar o atrativo para que retornem após a experiência, isso ocorrerá somente com investimentos em tecnologias de ponta voltadas para as pesquisas e melhor remuneração.