Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 28/04/2020
Não é recente a diáspora de intelectuais no estrangeiro, sobretudo cientistas que procuram ambientes favoráveis à pesquisa e desenvolvimento científico. As duas bombas atômicas foram engenhadas por um húngaro, um italiano e um americano, Edward Teller, Eurico Firmi e Oppenheimer participantes do projeto “Manhattan”, em 1945, nos EUA.
A história prova que é um desafio o combate à fuga de cérebros no Brasil e de outras regiões do mundo e suas causas são a baixa seletividade de recursos financeiros, como ofertas de condições atrativas de trabalho em tecnologia fora do país.
Segunda a lógica da proporção dos investimentos financeiros, somos o 9º no ranking dos países que destinam parcela de seu PIB(Produto Interno Bruto) à ciência e tecnologia, com 55% deste. Em 1º lugar estão EUA com 2,8% do PIB, cerca de 450 bilhões de dólares, seguidos de China e Alemanha.
Nesse tocante, Otávio Helene do Instituto de Física da USP, que há anos acompanha políticas universitárias pelo mundo, afirma que é impossível financiar o orçamento universitário com mensalidades, “endowments” - doações de ex-alunos - e outros recursos privados, como fazem pequenas instituições como Havard nos Estados Unidos. Lá isto é possível, pois as universidades contam, majoritariamente, com 60% de recursos do governo federal.
Isto posto, ainda fazemos baixos investimentos em educação, desenvolvimento tecnológico. É mister aplicar mais recursos orçamentários, a fim de mitigar o “brain drain” (fuga de cientistas).
Portanto, como sugestão, aos Ministérios da Ciência e Tecnologia, da Economia cabem pró-ativa destinação dos recursos, sobretudo na aplicação parcimoniosa da lei 3298/19(Recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e Setor Privado. Em efeito, haverá concessão de bolsas, prêmios à pesquisas científicas, edição de obras e; construção de laboratórios.