Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 28/04/2020
O Brasil está diminuindo os investimentos em diversas áreas, mas a educação está sofrendo em demasia, o que impacta na formação de profissionais capacitados. Com isso, muitos cientistas estão emigrando para países desenvolvidos, na busca de melhores condições de trabalho e de uma vida digna. Dessa forma, a saída baseia-se no reinvestimento maciço em educação pública, com a finalidade de formar e manter esses profissionais.
De um lado, há dados do periódico Folha de São Paulo que anunciaram o corte orçamentário de 42% em ciência e tecnologia. Isso explica o êxodo de cientistas brasileiros, pois não conseguem a profissionalização da carreira, com salários dignos e investimentos em pesquisa. Assim sendo, o desinvestimento gera efeitos negativos, também, para a economia do país, uma vez que ele pagará mais caro para obter a tecnologia de ponta gerada por outros países, além de exportar a matéria-prima, que é mais barata e gera desequilíbrio econômico.
Por outro lado, a solução está focada no investimento em ciência e tecnologia. O Governo Federal deve aumentar a sua aplicação de capitais no Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MTIC), por intermédio da reorganização das prioridades de receitas públicas, para que se possa formar e manter os cientistas brasileiros, tendo em vista o desenvolvimento tecnológico do país, a gerar mais emprego e renda para a população. Desse modo, poderá haver um efeito cumulativo, diminuindo o desemprego no país.
Portanto, a educação é a arma mais poderosa para a mudança do mundo, de acordo com o que foi proferido pelo líder político Nelson Mandela. Assim, com o investimento em ciência e tecnologia, é possível que o Brasil deixe de ser um país que importe tecnologia de ponta e passe a produzi-la, sabendo-se que essa é a tendência mundial no âmbito econômico.