Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 06/05/2020
O Brasil sofre com perdas no ramo científico com a saídas de mentes brilhantes do país. Assim, o combate a fuga de cérebros é necessário, todavia existe diversos desafios que produzem empecilhos nessa luta. Com isso, os desafios são produzidos pela desvalorização da ciência na atualidade e ausência de investimentos e incentivos nas universidades.
Em primeiro lugar, a desvalorização científica acarreta em desafios para o combate na fuga de cérebros. Nesse sentido, René Descartes, filósofo iluminista, argumenta que a razão é inerente ao homem, existindo assim a necessidade de exercitar e trabalhar ela. Nesse sentido, a falta de projetos e pesquisas tornam o país mais bestializado, o que incentiva correntes errôneas, como o movimento contra a vacina, além de produzir a saída de cientistas do país por não haver incentivos, nem recursos científicos e existir uma desvalorização da imagem deles, sendo retratados de maneira arrogante ou de mentirosos. Exemplo dessa desvalorização científica, são os descasos com as pesquisas a respeito do coronavírus durante a pandemia, no qual parte da população não acatou os pedidos de isolamento social, desacreditando nas informações divulgadas por autoridades.
Em segundo lugar, a ausência de incentivos e investimentos produz empecilhos para a superação da saída de profissionais do país. Nesse aspecto, é possível perceber que a falta de investimento governamental nas áreas de educação proporciona a redução de trabalhos, projetos e avanços tecnológicos, o que desanima e desagrega realizações para o Brasil. Com isso, diversas mentes visualizam esses obstáculo como uma barreira para os projetos científicos, buscando novas formas de evoluir e de garantir os recursos para os seus estudos, ou até mesmo abandonam os cursos, o que produz novos problemas sociais, como as evasões das universidades. Exemplo dessa saída do país, é a neurocientista Suzana Herculano-Houzel,a pesquisadora brasileira de maior destaque mundial que se transferiu da universidade do Rio de Janeiro para os Estados Unidos por falta de incentivo.
Portanto, o Ministério da Educação (Mec) , em parceria com o Ministério da Ciência e Tecnologia, deve realizar ações, como palestras ou eventos, por meio de divulgações científicas, da mesma forma que é realizada em faculdades, mas essa de maneira menos tecnicista, alcançando um público maior e divulgando mais as pesquisas, para que dessa maneira o conhecimento científico adquira mais crédito na sociedade. Ademais, o Ministério da Economia, em parceria com o Mec, deve realizar ações, como investimentos e bolsas, por meio de recursos governamentais, da mesma forma que já é feita a distribuição de recursos, todavia aumentando o fundo de pesquisas, para que assim possa haver um maior desenvolvimento nas pesquisas, o que atrairá mais cientistas e evitando a evasão de cérebros.