Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 28/04/2020
No livro “Procuram-se super-heróis”, a autora, Bel Pesce, defende a ideia de que o exemplo das grandes mentes gera uma reação em cadeia onde a busca pelo conhecimento é estimulada. Esse pensamento torna-se muito pertinente quando se trata do combate à da fulga de intelectuais do Brasil, uma vez que, não só a ineficiência política, mas também a falta de debate se apresentam como agentes perpetuadores desse problema no País.Por isso, medidas são necessárias para reverter este quadro.
Em primeira análise, é fundamental destacar que, para o filósofo Aristóteles,“a política tem como uma de suas funções sociais promover a propagação das ciências entre as pessoas de uma sociedade”. Além disso, é dever do Estado promover e incentivar o desenvolvimento científico, a pesquisa, a capacitação científica e tecnológica e a inovação, conforme descrito na Constituição da República de 1988, no artigo 218º.Entretanto, o que se encontra no Brasil é uma profunda negligência do Governo em relação a este assunto, uma vez que, segundo a Folha de São Paulo, não existe nenhum tipo de programa que vise a fixação de cientistas, como auxílios e decretos, está em vigor. Dessa forma, é indispensável que haja meios políticos, para que esses indivíduos possam encontrar um ambiente favorável à ciência em território nacional.
Ademais, é importante ressaltar que, a falta de debate no meio acadêmico pode se apresentar como uma agente para a continuidade da fuga de cérebros no país, pois, de acordo com uma pesquisa realizada pelo site “conheciencia.com”, cerca de 60% dos jovens mestres e doutores, entrevistados, que deixaram o Brasil foram incentivados por colegas ou coordenadores . Ainda, para o escritor e colunista Fabrício Carpinejar, “a falta do patriotismo cientifico é como uma virose assintomática, imperceptível, e a vacina é o debate”, o que revela a importância do debate nesse cenário. Dessa maneira, é importante promover a discussão sobre este tema.
Dessarte, entende-se que é primordial que o Governo brasileiro crie meios políticos para a fixação de cérebros, por meio da elaboração de um programa de valorização aos pesquisadores para garantir que os cientistas realizem suas pesquisas, patrocinando-os e auxiliando-os com ferramentas e equipamentos e, se necessário, moradia e alimentação, para que os intelectuais encontrem um ambiente favorável a ciência.De maneira análoga, urge que a Escola, em parceria com mídia, promovam o debate acerca da valorização da ciência nacional, por intermédio de rodas de conversa e palestras com cientistas no ambiente escolar e acadêmico, bem como com a distribuição de cartilhas informativas, para que os super-heróis procurados por Bel Pesce possam ser encontrados.