Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 28/04/2020
A inovação e a ciência foram (e ainda são) caminhos eficientes para o desenvolvimento sócio-econômico de um país pós revolução industrial. Conquanto, nota-se que o Brasil está na contramão desse roteiro , transformando a ciência nacional cada vez mais agonizante, o qual favorece a saída crescente de pesquisadores brasileiros do país. Desse modo, é preciso discutir os desafios que impulsionam essa fuga, tais como baixo investimento na área e a mediocridade na formação de novos cientistas.
Em primeira análise, o que motiva a saída desses profissionais do solo nacional para polos estrangeiros são as melhores condições de trabalho científico. Segundo as estatísticas do Fórum Econômico Mundial, o país verde-amarelo investe 42,3 bilhões de de dólares na área da ciência, sendo 3 vezes menos comparado ao investimento de nações como Alemanha e Japão. Assim sendo, é evidente que essa gigante diferença contribui significativamente para o surgimento de ótimas oportunidades para pesquisar fora do país, havendo a fuga de cérebros e perca massiva de material humano na sociedade científica brasileira.
Vale a ressalva, ademais, para os impactos negativos sobre a ciência nacional causado pelo baixo apoio financeiro do Estado. Uma dessas consequências é a péssima formação dos alunos na pós-graduação do seu curso, o qual Suzana Herculano, neurocientista brasileira, defende está incapacitada para produzir mais cientistas capacitados, além de ofertar bolsas de estudo miseráveis aos estudantes. Dessa maneira, é perceptível que o deficit de pesquisadores no Brasil é ocasionado pela mediocridade da área cientifica, o qual desfavorece os alunos a seguirem a carreira de cientista, além de desestimular-los a pesquisarem no país natal.
Portanto, cabe ao Governo Federal, por meio da criação de um projeto chamado “Ciência se faz aqui”, aumentar o orçamento para bolsas de pesquisa científica em todas as faculdades brasileiras, com o objetivo de impulsionar o desenvolvimento da pesquisa e inovação dentro do Brasil e incentivar estudantes na graduação a ambicionarem a carreira científica. Desse modo, o país poderá recupera-se do retrocesso em relação a outras nações e impedir mais fugas de cérebros.