Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 03/05/2020
O desenvolvimento humano, o avanço da medicina, a estabilidade econômica são características de países que valorizam seus cientistas. Entretanto, o Brasil não tem essa realidade porque é falho ao incentivar os cientistas, tornando fácil a fuga de cérebros para países de maior aporte a ciência; também, destaca-se, a falta de conhecimento da população em geral da importância da ciência para a sociedade. Portanto, é essencial garantir condições aos cientistas no enfrentamento a essa epidemia. Em primeiro lugar, é preciso compreender que os avanços da sociedade são resultados dos incentivos na ciência. Logo, na Idade Média, era difícil a difusão de estudos científicos porque a igreja controlava e punia os desenvolvedores, sendo a sociedade estamental, ou seja, estagnada em condições sociais. Em seguida, a Idade Moderna trouxe o renascentismo e, a partir desse momento, houve o progresso da ciência e da sociedade. Em vista disso, é necessário entender que o Brasil é um dos piores países para se desenvolver ciência, segundo o Ranking Global o qual é liderado por Estados Unidos e Suíça. Dessa maneira, a fuga de cérebros torna-se constante devido o pouco incentivo do governo no financiamento dos cientistas. Assim, o país perde em desenvolvimento econômico, o qual ajudaria a financiar mais pesquisas e a difundir cada vez mais estudos com o propósito de melhorá a condição socioeconômica do país, assim como é feito nos países que lideram o Ranking Global.
Outrossim, a fuga de cérebro também é resultado de uma sociedade que ainda não tem conhecimento da importância da ciência para o país. De acordo com pesquisas da UNICAMP (Universidade Estadual de Campinas), 87% da população de São Paulo, maior centro científico do país, não souberam responder o nome de nenhuma instituição científica do Brasil. Dessa maneira, é evidente o desconhecimento da população em relação a importância que essas instituições tem para melhorar a vida dos brasileiros, uma vez que agem na infraestrutura do país, no aprimoramento da educação especial e também no aperfeiçoamento da medicina, mostrando assim, que o país precisa dos cérebros para que se desenvolva.
Em suma, é fundamental enfrentar os desafios da fuga de cérebros no país. Dessa forma, o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações deve fornecer aos cientistas apoio financeiro na busca pela melhora do país, por meio de bolsas educacionais, a qual sustentará o pesquisador durante o desenvolvimento de sua pesquisa, a fim de evitar a migração de cérebros para outros países. Ademais, o Ministério da Educação deve promover campanhas publicitárias objetivando a divulgação da importância da ciência no desenvolvimento do país, por meio das redes sociais, outdoor e canais televisivos, a fim de incentivar a população ao reconhecimento do tema.