Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 29/04/2020
O sistema econômico brasileiro é totalmente centralizado na exportação de matéria prima e produtos de base, por exemplo commodities, tornando-se um país economicamente de vulnerável aos concorrentes pela variação dos preços. Assim, é visível o alto grau de dependência na exportação de commodities e o aumento do abandono dos setores que agregam valar a matéria prima, ou seja, redução das universidades e das pesquisas científicas. Dessa maneira, a permanecia desse cenário pré-capitalismo contemporâneo é devido ao problema governamental na ineficiência em combater perda dos pesquisadores brasileiros pela falta de investimentos.
Em primeira análise, os países que não investem diretamente na ciência e tecnologia detêm um baixo índice desenvolvimento escolar, o que resulta na necessidade das tecnologias estrangeiras, de acordo com a Revista Globo no ano 2018. Mediante a essa informação, o cenário do Brasil é bastante alarmante devido ao baixo incentivo no setor da tecnologia e educacional, resultando na perda de pesquisadores que não encontram ambiente favorável para promover suas pesquisas. Assim, é lamentável a redução dos indivíduos que possui um alto grau de formação profissional serem perdidos do país por falta de incentivos científico.
Por outro lado, em uma perspectiva secundária, o geografo Nilton Santos informava que para a permanência dos países no meio técnico científico e informacional- ou seja terceira revolução industrial- seria necessário a ampliação das ações de pesquisas científica cada vez mais prática ao cotidiano para melhorar a convivência humana. Dessa forma, os países que não conseguiram acompanhar esse crescimento tecnocientífico sofrem com a fuga de cérebros, um exemplo é o Brasil que possuir poucos tecnopolos atuando dentro do território nacional, sendo a fundação Unicamp e o ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica) os principais no cenário global. Logo, as nações que centralizam a sua economia na área de pesquisa geram atrativos para conseguir ainda mais pessoas qualificadas, levando o acumulo de cérebros.
Frente a esse cenário de fuga de cérebros, é necessário ampliar medidas protecionistas de perda nacional para que possam levar os interesses da nação com os pesquisadores e assim compartilhando o conhecimento com objetivo de crescimento global. Cabe ao Estado ampliar os tecnopolos dentro das regiões do Brasil, por meio de investimento público e privado nas universidades e nos laboratórios. Assim, ampliar a detenção de patentes dos produtos e influenciando no crescimento nacional, gerando atrativos no setor tecnológico para promover o crescimento e conter a fuga dos pesquisadores brasileiros.