Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 29/04/2020

Isaac Newton e Charles Darwin possuem em comum o fato de serem revolucionários em seus campos de estudo, Física e Biologia. Esses cientistas têm enorme prestígio mundial, muito devido aos seus estudos influenciarem pesquisas, até anos depois. Diante de tal informação, torna-se nítido o quanto é importante a todos os países a valorização dos profissionais da inovação. Porém, no Brasil, a esfera acadêmica encontra-se no desafio de manter seus estudiosos no país, uma vez que tais indivíduos veem o exterior como o melhor caminho para desenvolver suas habilidades.

Em primeira análise, o principal ranking de avaliação educacional do mundo, PISA, frequentemente, classifica o Brasil entre os piores sistemas educacionais. Esse posicionamento resulta no afastamento da sociedade de seus cientistas, pelo fato de professores e pedagogos possuírem poucos recursos no momento de demonstrar aos alunos o desenvolvimento das academias brasileiras. Outra causa que leva os estudiosos ao exterior, é o baixo investimento nos campos de pesquisa, como mostram os dados do Ministério da Economia - situação que obriga a importação de ideias, seja na área industrial, seja na área médica.

Desse modo, o interesse dos (potenciais) cientistas em inovar no exterior é, completamente, justificável. Tal quadro surge porque, além da ausente valorização social, os acadêmicos são obrigados a pesquisar com poucos recursos, o que gera demora e ineficiência em seus trabalhos. Consoante a esse fato, a necessidade de ideias estrangeiras desqualifica a produção local, cenário que desmotiva os cientistas nacionais.

Em síntese, o Brasil necessita aplicar medidas de prevenção a fim de manter seus estudiosos. Nesse processo, as escolas são essenciais em mostrar aos alunos a importância dos estudos científicos nacionais, por intermédio, de professores e palestrantes do segmento. Soma-se a tal ação, a necessidade do Estado investir mais em ciência, tecnologia e inovação, essa tal atitude dá credibilidade às pesquisas internas e, mantém, os estudantes em seus territórios. Por fim, indústrias, hospitais, escolas e afins, devem aplicar os resultados obtidos por institutos nacionais, mudança que valoriza os cientistas brasileiros no seu país. Diante dessas intervenções, o Brasil deve diminuir os desafios da fuga de cérebros para o exterior.