Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 30/04/2020

Define-se “emigração“ como a saída de um indivíduo do seu local de origem, além disso, esse fenômeno pode ser classificado como espontâneo ou forçado. Nesse sentido, a modalidade forçada refere-se primordialmente à questões econômicas ou sociais, no entanto a crescente fuga de cérebros é um evento que modifica a essência desse termo, devido às suas motivações. Logo, tal fato deve-se especialmente à falta de investimento estatal na ciência e tem como principal consequência a estagnação tecnológica e econômica do país.

Em primeiro plano, urge ressaltar a negligência do estado no que diz respeito ao avanço da tecnologia brasileira. Sob esse ponto de vista, o direito ao trabalho é um dos princípios fundamentais do Estado Democrático brasileiro, garantido pelo artigo 6° da Constituição Federal de 1988, em contrapartida a falta de recursos disponibilizados para os pesquisadores - das diversas áreas científicas - impossibilita o alcance de grandes descobertas em território nacional e consequentemente, sua excelência no ofício. Dessa forma, tais indivíduos saem país em busca de locais com maiores investimentos, com o fim de obter avanços e maior perceptibilidade.

Ademais, a inércia relativa às propriedades tecnológicas e científicas do país reflete diretamente na imobilidade econômica. Nesse viés, de acordo com o empresário americano Steve Jobs, “a tecnologia move o mundo”, ou seja, países com domínio técnico desenvolvem-se de forma mais rápida e significativa que países obsoletos quanto a isso. Sendo assim, países como Brasil, que apresentam retardo tecnológico - quando comparados às grandes potências mundiais - manifestam recorrentemente graves crises econômicas, fato ainda impulsionado pela saída da população detentora do conhecimento para as demais nações.

Diante dos fatos supracitados, medidas são necessárias com intuito de combater a constante diáspora de cérebros no Brasil. Portanto, é dever do Estado, em conjunto com Tribunal de Contas da União, direcionar maior verba para pesquisas em universidades e instituições com esse fim, com o propósito de reduzir a saída dos potenciais pesquisadores do país e desenvolver a economia nacional, consequência do avanço científico. Dessarte, as taxas de emigração forçada provindas do Brasil serão reduzidas.