Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 30/04/2020

A vinda da família real para a colônia marcou um período de transformações como na chegada de missões artísticas. Entretanto, a realidade atual é o inverso do que houve no advento colonial, com a questão da negligência do Estado ao setor científico,aliada à desvalorização desse indivíduo ocorre a fuga de cérebros. Dessa maneira, é imprescindível analisar os desafios dessa problemática no aspecto econômico e social.

Em primeiro lugar, nota-se o obstáculo da falta de investimentos do Estado na área científica. Segundo o filósofo contratualista Rousseau a sociedade deve ser um modelo harmônico e o Estado deve assegurar esse direito. Contudo, tal pensamento filosófico vai de encontro a medidas das autoridades públicas em não garantir para pesquisadores uma infraestrutura adequada para a sua atividade. Assim, o país carece dos benefícios produzidos pela comunidade científica em projetos sociais.

Ademais, um outro fator que leva à migração internacional de brasileiros é o desprezo com a função desse profissional. Conforme o sociólogo britânico Thomas Marshall é previsto na constituição o direito social a cidadania. Sob a ótica brasileira, segundo a reflexão sociológica os pesquisadores perdem espaço de contribuir para o país, por conta da ineficiência  dessa função no cenário brasileiro. Com isto, é necessário de um maior amparo social pelo Estado para essas pessoas.

Dessa forma, medidas são necessárias para resolver esse impasse. Logo, cabe ao Governo Federal juntamente ao Ministério da Ciência e Tecnologia a criação de centros científicos em regiões brasileiras que tem baixo investimento em pesquisa científica, por intermédio da participação de profissionais nesse assunto que monitorem áreas de baixo desenvolvimento tecnológico. Assim, o país  obterá uma menor fuga de cérebros, além de obter transformações sociais no desenvolvimento do país como foi presente no período da família real.