Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 19/05/2020
No século XVIII ocorreu o iluminismo (movimento que incentivou a ciência e o questionamento filosófico) nesse período ocorreram várias descobertas científicas que mudaram a humanidade, e, uma das ideias centrais do movimento era que a ciência e o método científico promoviam o progresso da humanidade. Infelizmente no Brasil, a falta de investimento na área é um dos principais fatores para a saída de pesquisadores do país em busca de melhores condições, o que se mostra prejudicial a própria nação, pois a mesma perde credibilidade e desestimula futuros pesquisadores.
Em primeira análise, segundo a revista Galileu a parcela do PIB investida em pesquisas é de 1,16% , e, em comparação com países como EUA (2,8%) e Alemanha (2,7%) essa parcela mostra-se ainda pequena. Além disso, de acordo com Helena Nader, presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), a taxa de projetos aprovados no CNPq é de 50%, mas a taxa de financiados é de apenas 20%. Assim, é indubitável que os cientistas brasileiros buscam melhores condições no financiamento de suas pesquisas os quais não encontram no Brasil.
Ademais, segundo pesquisa realizada pelo jornal O Globo, em 2016 na Academia Brasileira de Ciência (ABC), revelou que 26% dos cientistas cogitavam sair do país e 76% estavam insatisfeitos com a falta do apoio do do governo. Ocasionalmente, a excessiva saída de pesquisadores do país leva a perda da credibilidade na ciência brasileira e desmotiva futuros cientistas, pois, conforme pesquisa feita pelo Instituto Oswaldo Cruz, em 2019 com dois mil jovens de 14 a 24 anos, muitos se interessam pela ciência, porém metade disse ser uma carreira difícil para se seguir pelos empecilhos encontrados no Brasil. Diante disso, é notório que a fuga de cérebros no Brasil é danosa tanto para o país quanto para a sociedade.
Logo, o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) deve estimular os cientistas a continuarem no Brasil investindo em pesquisas brasileiras e desburocratizando o processo de financiamento, e o Ministério da Educação junto ao MCTIC deve promover atividades como feiras de ciência e aulas passeio a centros de pesquisa em escolas com alunos entre 14 a 18 anos com o objetivo de estimular a prática da ciência entre os jovens. Espera-se que com essas ações o número de pesquisadores que sai do Brasil seja diminuído, por conseguinte, aumentando a credibilidade do país, mas também estimulando jovens a pesquisa.
Os que se encantam com a prática sem a ciência são como os timoneiros que entram no navio sem timão nem bússola, nunca tendo certeza do seu destino. (Leonardo da Vinci)