Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 01/05/2020

Falta de investimentos expulsam cientistas.

O Brasil, segundo ministério da educação, é um dos países que mais investem percentualmente em educação, os investimentos superam 8% do Produto Interno Bruto (PIB). Entretanto, os recursos não chegam nos departamentos de pesquisas. Este fato, em muitos casos, é o responsável pelo número expressivo de cientistas que deixaram o país nos últimos anos. Nesse contexto, é necessário rever a base de financiamento das pesquisas brasileiras.

De acordo com uma pesquisa feita pelo Instituto Datafolha e publicada no Jornal Folha de São Paulo, aproximadamente 32% dos mestres e doutores brasileiros deixaram o país em busca de melhores condições de realizarem suas pesquisas. Esse fato acarreta um grande problema para o Brasil, pois, além de perder o pesquisador, perde também a pesquisa, e esta poderia ser de enorme valia para o nosso desenvolvimento da sociedade brasileira.

Outrossim, um outro aspecto a ser analisado, em relação ao financiamento científico brasileiro, é que este é exclusivamente público, diferentemente de países desenvolvidos como a Alemanha e a França que permitem que grupos privados façam aportes financeiros junto aos institutos de pesquisas e sejam sócios no desenvolvimento das pesquisas. Desta forma, as universidades desses países vêm a ser cada vez mais o destino de muitos cientistas brasileiros, que buscam mais recursos para as suas pesquisas, além de melhores condições de trabalho.

Portanto, para que os pesquisadores brasileiros permaneçam nas universidades brasileiras, é necessário que o Governo Federal, por meio do Ministério de Ciência e Tecnologia, desenvolva um projeto em parceria com a iniciativa privada. Um meio para isso seria permitir que o setor preivado financie pesquisas, dessa forma o desenvolvimento de pesquisas no país e renderá frutos a todos. Porém, esses devem servir, primeiro, ao propósito maior, que é levar a ciência brasileira aos mais altos níveis.