Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 01/05/2020
A diáspora ou fuga de cérebros é o termo que se refere a migração de estudiosos para o exterior. Sobretudo, sabe-se que a inovação científica tem enorme impacto no desenvolvimento econômico e social de um país. Contudo, ainda assim, o governo brasileiro pouco apoia e financia os cientistas nacionais, o que acarreta a evasão de profissionais qualificados para fora do país.
Primeiramente, é importante salientar que o combate à fuga de cérebros está intrinsecamente associado ao viés político. Desse modo, haja vista que a área científica depende do financiamento governamental, é necessário avaliar se os políticos priorizam a educação, pois a problemática está na desvalorização às pesquisas no âmbito nacional, o que leva os estudiosos a buscarem financiamento em outros países.
Por conseguinte, uma vez que o próprio governo se indispõe ao investimento na área científica, tem-se a ramificação da problemática quando, além da evasão de graduados, há um prejuízo na capacitação universitária. Em consequência, com a pandemia do novo coronavírus(COVID-19), foi colocada em pauta a importância da infraestrutura científica nacional: o noticiário “Fantástico“ mostrou a situação dos maiores polos de pesquisas universitárias que se encontram incapacitados de efetivarem o combate à COVID-19 por falta de verba.
Destarte, nota-se que a fuga de cérebros é produto das políticas administrativas internas. Portanto, é fulcral que o Ministério da Ciência, em parceria com o Ministério da Educação, reivindique ao Governo Federal a disponibilização de verbas para a criação de um fundo de investimento que vise promover o apoio às inovações científicas, de modo a avaliar e financiar pesquisas, principalmente nos centros universitários federais. Assim, com incentivo e valorização à prática científica, será possível superar os desafios ao combate à fuga de cérebros.