Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 04/05/2020

A partir da Idade Moderna, a procura pelo aperfeiçoamento do conhecimento conduziu diversos países a investirem em pesquisas educacionais. Porém, ao observar o Brasil atualmente, nota-se uma crescente fuga de cérebros, a qual não consegue ser efetivamente combatida devido à falta de investimento e a persistência de um sistema em decadência.

Em primeiro lugar, é válido elucidar a importância da aplicação de capital na educação. Posto isso, à medida que o Estado investe nas pesquisas científicas, a geração de conhecimento cresce, beneficiando não só os pesquisadores, como também o país. Assim, a frase do economista britânico Arthur Lewis a qual retrata a educação não como despesa, mas sim como investimento com retorno garantido se aplica, uma vez que além de ajudar o país, combate o êxodo dos pesquisadores.

Outrossim, a mudança do sistema antigo também ajuda no combate à fuga de cérebros. Dessa forma, a permanência da metodologia impediente ao progresso científico não permite a transformação da realidade vivida, que é a diminuição de pesquisas nacionais. Sendo assim, a frase do empreendedor Henry Ford a qual diz que aquele o qual faz as mesmas coisas e espera mudança é um tolo descreve a atuação do Governo perante essa situação.

Em suma, a fuga de cérebros constitui um empecilho para o avanço científico brasileiro. Logo, urge ao Governo investir em pesquisadores por meio do oferecimento de bolsas de estudo a fim de diminuir essa evasão. Cabe também ao Governo reformular o sistema mediante o estabelecimento de uma banca organizadora composta por cientistas para reformar e melhorar a metodologia antiga com a intenção de mostrar aos pesquisadores que seus trabalhos são importantes.