Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 01/07/2020
A Revolução Verde, que teve início em 1966, proporcionou desenvolvimento de pesquisas científicas em sementes e fertilização, contribuindo para o crescimento do mercado agrícola mundial. No Brasil, entretanto, há inúmeros obstáculos quando a pauta é a análise e o aprimoramento da ciência, o que acentua a dispersão desses pesquisadores. Dessa forma, é importante compreender como a falta de investimento governamental em tecnologia, desmotivação e desvalorização dessa profissão dificulta a vida desses especialistas, que acabam buscando por condições melhores em outros países.
Em primeiro lugar, é imprescindível destacar que, em função da indiferença e da falta de verba, profissionais dessa área são submetidos a uma mediocridade no que diz respeito ao ambiente de trabalho com recursos necessários. De acordo com a Lei de Inovação Tecnológica, os trabalhadores necessitam de medidas de estimulo à inovação e à pesquisa científica. Atualmente, entretanto, essa Lei não tem sido colocada em prática, devido à indiferença governamental com relação aos investimentos na ciência, ocasionando à “fuga de cérebros” no Brasil.
Por conseguinte, evidencia-se a desvalorização desses profissionais devido à negligência social e política. Nessa perspectiva é importante pontuar que opostamente a essa realidade, durante o Humanismo, houve valorização das ideias racionais e científicas, colocando o homem como o centro de todas as coisas. Na contemporaneidade, entretanto, os brasileiros que se especializam na área da ciência, não recebem devida importância, aumentando a desvalorização e desinformação por parte da população, com essa profissão que é essencial para o crescimento do país.
Diante do exposto, é mister que o Governo Federal tome providências para que os profissionais qualificados sejam valorizados, aumentando assim, a retenção desses “cérebros” no Brasil. Portanto, é premente que o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações, junto ao Diretório dos Grupos de Pesquisa no Brasil, crie, por meio de verbas governamentais, programas científicos à procura de novos talentos. Ademais, os ambientes de trabalho devem ter uma boa infraestrutura para o desenvolvimento e capacitação desses indivíduos. Somente assim, os êxitos gerados pelas pesquisas da Revolução de 1996 serão alcançados.